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Estado de Minas

Otan denuncia envio de mais tropas russas à fronteira com a Ucrânia


postado em 19/06/2014 12:31

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, denunciou nesta quinta-feira em Londres que a Rússia enviou novamente milhares de soldados à fronteira com a Ucrânia.

"Posso confirmar que vemos uma escalada militar russa, milhares de tropas foram mobilizadas na fronteira com a Ucrânia e manobras militares estão sendo realizadas ao redor da Ucrânia", afirmou Rasmussen em um evento da Aliança Atlântica no centro de debates Chatham House.

"Se estivessem mobilizadas para fechar a fronteira e deter o fluxo de armas e combatentes, seria positivo. Mas não é isto o que vemos", advertiu.

Rasmussen chamou os movimentos de "retrocesso lamentável".

"Parece que a Rússia se reserva a opção de intervir mais", afirmou o dinamarquês, que ameaçou com uma "resposta firme".

"A comunidade internacional teria que responder firmemente no caso de mais intervenção da Rússia", disse.

"Isso implicaria impor sanções mais fortes, que teriam um impacto negativo na Rússia".

O alerta da Otan coincide com a ratificação no parlamento ucraniano da nomeação do novo chefe da diplomacia, o até então representante nas negociações de paz em andamento em Moscou, Pavlo Klimkin, de 46 anos, anunciado na véspera.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, anunciou na quarta que ordenará um breve cessar-fogo unilateral no leste separatista pró-Moscou, como parte de um plano de paz para acabar com a insurreição separatista pró-Rússia.

"O plano de paz começa com minha ordem de cessar-fogo unilateral", declarou Poroshenko, acrescentando que a Ucrânia deve receber rapidamente o apoio de todos os participantes envolvidos no conflito, informou a agência de notícias Interfax-Ucrânia.

Moscou recebeu esse passo do governo ucraniano com frieza.

"É uma boa proposta. No entanto, por um lado nos falam de cessar-fogo e, por outro, a agressão prossegue", reagiu o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, pedindo negociações com os separatistas.

Desde o início de uma operação militar, em 13 de abril, para acabar com a insurreição pró-russa, a violência deixou pelo menos 356 mortos e ameaça a unidade desta ex-república soviética, depois da anexação da Crimeia por parte da Rússia em março.

Rússia deseja sorte ao novo chanceler

A Rússia afirmou que está disposta a trabalhar com o novo chefe da diplomacia ucraniana, indicou o chefe adjunto da diplomacia russa, Grigori Karasin, citado pela agência Ria Novosti, que desejou sorte "a um dos diplomatas ucranianos mais experientes".

A Rússia exigia desde o final de semana passado a demissão do antecessor de Klimkin, Andrei Deshchitsa, que provocou uma crise diplomática entre Kiev e Moscou por ter xingado o presidente russo Vladimir Putin diante de manifestantes em Kiev.

Os deputados ucranianos também ratificaram a nomeação, pela primeira vez, de uma mulher para chefiar o banco central, e de um novo procurador-geral, duas figuras-chave na administração de Poroshenko.

O país enfrenta uma profunda recessão e acaba de ser salvo da falência por um plano de ajuda que inclui um empréstimo do Fundo Monetário Internacional. Além disso, tem de enfrentar desde segunda-feira o corte do fornecimento de gás por parte da Rússia, por falta de pagamento.

Poroshenko também afirmou nesta quinta que vai assinar em 27 de junho o capítulo econômico do acordo de associação com a União Europeia (UE).

A UE e a Ucrânia haviam decidido assinar esse acordo em novembro, mas o presidente ucraniano na ocasião, o pró-russo Viktor Yanukovich, voltou atrás, pressionado por Moscou, desencadeando a crise que provocou sua queda.

"Vou assinar (o capítulo econômico) e por fim ao processo de assinatura do acordo de associação", declarou Poroshenko.

O governo interino presidido pelo primeiro-ministro Arseni Yatseniuk assinou o capítulo político deste acordo em Bruxelas, em 21 de março. Este capítulo reconhece, entre outras coisas, "as aspirações do povo ucraniano de viver em um país que se apoia em valores, na democracia e no Estado de direito".

Kiev adiou a assinatura da parte econômica porque implicava na retirada das barreiras alfandegárias ucranianas destinadas a proteger os pequenos agricultores e as siderúrgicas do leste do país da concorrência europeia direta.


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