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Estado de Minas

Israel amplia ofensiva contra Hamas na Cisjordânia


postado em 17/06/2014 11:37

O exército de Israel ampliou nesta terça-feira sua ofensiva para encontrar três adolescentes israelenses sequestrados na Cisjordânia, uma operação com a qual também espera enfraquecer o movimento islamita Hamas.

A ofensiva se concentrou primeiro no sul da Cisjordânia, onde no dia 12 de junho os três israelenses foram sequestrados, e depois se estendeu ao norte, em direção a Nablus, onde 41 suspeitos foram detidos.

No total, mais de 200 palestinos foram detidos em cinco dias pelo exército israelense.

"Enquanto os nossos jovens não estiverem conosco, o Hamas sentirá que está sendo perseguido, paralisado, ameaçado. Estamos decididos a enfraquecer as capacidades terroristas do Hamas, suas infraestruturas e suas organizações de recrutamento", indicou um porta-voz militar.

"É preciso converter o certificado de membro do Hamas em uma entrada direta ao inferno", declarou o ministro da Economia, naftali Bennett, líder do partido ultranacionalista religioso Casa Judaica.

Bennett é membro do conselho de segurança israelense, que inclui vários ministros do governo e que nesta terça-feira voltará a se reunir.

Segundo a rádio militar israelense, o exército quer ampliar sua operação às cidades de Ramallah - onde está a sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia - Belém, Yenin e Tulkarem.

Segundo fontes palestinas, vários membros do movimento nacionalista Fatah e agentes das forças da Autoridade Palestina, liderada por Mahmud Abbas, foram detidos no campo de refugiados de Balata, em Nablus.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atribuiu ao Hamas o sequestro, embora ele ainda não tenha sido reivindicado.

"O objetivo é isolar novamente a Cisjordânia, governada pela Autoridade Palestina, e a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, como acontecia antes da recente formação de um governo de união palestino", afirmou o especialista militar do jornal Haaretz.

O governo de Israel é totalmente contrário à reconciliação entre o Hamas e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Abbas, que no dia 2 de junho permitiu a criação de um governo de união com personalidades independentes.

Os três adolescentes, um de 19 anos e dois de 16 anos - um deles viveu no assentamento de Talmon - foram sequestrados, segundo a imprensa israelense, perto de Housh Etzion, uma zona de colônias sob controle israelense.

Para tentar encontrá-los, o exército lançou sua operação mais importante na Cisjordânia desde o fim da segunda intifada, em 2005.

Segundo o especialista militar do jornal Yediot Aharonot, a operação é uma oportunidade única para o exército de Israel "eliminar os redutos do Hamas na Cisjordânia" nos setores sob controle da Autoridade Palestina.

Mahmud Abbas, a quem Benjamin Netanyahu pediu ajuda para encontrar os adolescentes em uma rara conversa telefônica entre ambos, denunciou, por sua vez, o sequestro, mas também as "violações israelenses posteriores".

Já a aviação israelense lançou na madrugada desta terça-feira quatro ataques aéreos na Faixa de Gaza, reduto do Hamas, como resposta a disparos de foguetes, indicou o exército.


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