Os preços do petróleo chegaram a um novo recorde em nove meses em Nova York, com a escalada de violência no Iraque, que pode trazer pertubações na oferta do produto.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em julho subiu 38 centavos, a 106,91 dólares, nível mais alto de fechamento desde 18 de setembro de 2013 no New York Mercantile Exchange(Nymex).
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo período fechou em 113,41 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), com alta de 39 centavos, nível mais alto desde 9 de setembro de 2013.
"Continuamos vendo os efeitos da ofensiva dos insurgentes islamitas no nordeste do Iraque sobre o mercado de petróleo, após uma alta de mais de dois dólares na quinta-feira em Nova York e de três dólares o barril no caso do Brent", destacou Michael Lynch, da Strategic Energy and Economic Research.
Insurgentes sunitas do Estado islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) estão a menos de 100 km de Bagdá depois de terem tomado a segunda maior cidade do país, Mossul, na quarta-feira, e a província de Nínive (norte), e a cidade de Tikrit.
Mas "os investidores se dão conta de que as ameaças diretas à produção de petróleo não são tão fortes como temiam no começo", explicou Lynch.
O Iraque produz cerca de três milhões de barris diários, motivo pelo qual essa "ameaça potencial" da insurreição é "maior, já que não é um volume que possa ser substituído facilmente em caso de perturbação do fornecimento, e é isso que preocupa os mercados de energia", explicou John Kilduff, da Again Capital.
A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou nesta sexta-feira que a violência no Iraque não compromete a produção por enquanto.
