Os preços do petróleo registraram nova alta nesta quarta-feira em Nova York, impulsionados por uma inesperada queda nos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, em um sinal promissor de aquecimento na demanda do primeiro consumidor mundial do combustível, antes da temporada de longas viagens de verão.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em julho, em seu primeiro dia de negociação como contrato de referência, subiu 1,74 dólares, fechando a 104,07 dólares na New York Mercantile Exchange (Nymex), em seu nível mais alto desde 21 de abril.
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo período fechou em 110,55 dólares na Intercontinental Exchange (ICE). Foi o seu nível mais alto de fechamento desde 3 de março, com alta de 86 centavos.
O preço do petróleo subiu assim que foram publicados os números semanais do Departamento de Energia (DoE) sobre as reservas de petróleo bruto dos Estados Unidos.
Esses estoques, próximos a níveis recordes, registraram uma queda inesperada na semana passada. A baixa foi de 7,2 milhões de barris (mb) a 391,3 mb na semana que terminou no dia 16 de maio.
Os especialistas da agência Dow Jones Newswires esperavam um aumento de 700 mil barris.
Assim, interrompe-se um movimento contínuo de incremento na oferta de petróleo iniciado no começo do ano e alimentado pela alta da produção nos EUA.
"Isso teve um efeito nos preços em um mercado que tende a focar no nível das reservas", explicou James Williams, da WTRG Economics, que insistiu, entretanto, que a queda se deve, em grande parte, a uma redução das importações.
"Produzimos cada vez mais petróleo bruto", destacou.
Segundo o DoE, os EUA produziram aproximadamente 8,434 milhões de barris diários na semana passada, um novo recorde desde 1986.
