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Estado de Minas

Falso intérprete do funeral de Mandela aparece em comercial e gera polêmica

Homem diagnosticado com esquizofrenia tira sarro de si mesmo em campanha publicitária de um aplicativo para compartilhamento de vídeos


postado em 08/05/2014 15:55 / atualizado em 08/05/2014 17:43

Empresa israelense não esperava que vídeo fosse gerar tanta repercussão(foto: Reprodução/Facebook)
Empresa israelense não esperava que vídeo fosse gerar tanta repercussão (foto: Reprodução/Facebook)

O falso intérprete de linguagem de sinais que traduziu os discursos dos chefes de Estado durante a cerimônia em homenagem a Nelson Mandela em dezembro, foi contratado para fazer propaganda de um aplicativo lançado pela empresa israelense Livelens, onde faz piada de si mesmo.

Na cerimônia ao ex-chefe de Estado sul-africano, Thamsanqa Jantjie provocou indignação ao fingir ser intérprete de linguagem de sinais. Ele se justificou dizendo ser esquizofrênico.

Na propaganda postada na internet, Jantjie diz: "Olá, eu sou Thamsanqa Jantjie do funeral de Nelson Mandela!" "Acredite em mim, eu sou um verdadeiro intérprete de linguagem de sinais", diz, enquanto é dublado por uma voz feminina: "Eu não falo na língua de sinais".

"Eu estou realmente arrependido pelo que aconteceu", prossegue, enquanto a voz feminina diz: "Eu, uma celebridade!"

"Hoje, vou me desculpar para o mundo inteiro" / "Hoje, faço publicidade por dinheiro".

Ao final da propaganda, Thamsanqa Jantjie larga o paletó e começa a dançar.

A companhia Livelens não respondeu a um pedido de comentário da AFP. "Não pensávamos que o nosso anúncio em vídeo despertaria tanto interesse", escreveu a empresa em sua página no Facebook. "Não há absolutamente nenhuma falta de respeito para com os surdos ou qualquer outra pessoa!", garantiu.

De acordo com a NBC, o comercial foi filmado em fevereiro quando Thamsanqa Jantjie deixou o hospital psiquiátrico onde permaneceu internado por mais de um mês. "Decidimos que o cara que fez o pior espetáculo do mundo seria a melhor pessoa" para promover o aplicativo que permite compartilhar vídeos, explicou Max Bluvband, diretor da empresa à NBC.

"Finalmente, um homem esquizofrênico ganhou dinheiro para fazer uma bela campanha... Nós vemos isso como uma espécie de história triste com um final feliz", disse o gerente de marketing da Livelens.


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