(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Uma após outra, bases ucranianas caem nas mãos dos russos


postado em 22/03/2014 18:40

Veículos blindados invadiram, neste sábado, uma base aérea ucraniana na Crimeia, enquanto soldados disparavam tiros par ao alto, reforçando a determinação de Moscou apesar das sanções e dos esforços diplomáticos ocidentais.

Forças pró-russas invadiram a base de Belbek, perto de Sebastopol, após terem ameaçado os soldados ucranianos em seu interior para que se rendessem.

Após efetuar disparos de intimidação, homens encapuzados fizeram entrar caminhões carregados de soldados, enquanto apontavam as armas para os ucranianos, que depuseram suas armas.

Esta demonstração de força foi a mais significativa desde a chegada das tropas russas à Crimeia, há três semanas, e à incorporação da península ucraniana à Rússia, na terça-feira passada.

Em outra base aérea em Novofedorivka, no oeste da península, 200 homens desarmados protagonizaram a invasão, gritando "Rússia, Rússia!".

Os militares no interior lançaram sinalizadores, mas os militantes conseguiram hastear a bandeira da Marinha russa em um dos edifícios, enquanto forças russas contemplavam a cena do exterior.

"Por que não dizem nada?!", gritou um soldado ucraniano posicionado em um telhado.

Então, um oficial russo entrou no edifício para negociar com os ucranianos, enquanto a multidão era convidada a se dispersar.

Homens da Marinha russa também assumiram o controle do único submarino ucraniano na Crimeia, o "Zaporijia", e e rebocaram até a base russa de Sebastopol.

As forças ucranianas mantiveram uma atitude de resistência passiva diante das invasões de militantes e forças russas nas instalações da península, que votou por sua anexação à Rússia na semana passada.

As autoridades da península rebelde estimam controlar, junto com as forças russas, pelo menos a metade da sbases ucranianas e aproximadamente um terço de seus navios em atividade.

A Ucrânia desmentiu boatos, que atribuiu à Rússia, de que trataria seus soldados como desertores.

"Nenhum soldado da Crimeia - patriotas que não traem seu juramento de fidelidade à nação ucraniana - será esquecido", informou o Ministério da Defesa.

Para tentar um novo diálogo, o secretário de Estado americano, John Kerry, e seu colega russo, Serguei Lavrov, se reunirão à margem da cúpula de segurança nuclear, convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Haia, a partir da segunda-feira.

Mas Obama também convocou em separado os países do G7 e os da União Europeia (UE), em um primeiro alerta à Rússia de que já não conta como membro do clube das potências mundiais.

- Tentativa de dividir a Europa -

Em uma demonstração de apoio à Ucrânia, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e o premier canadense, Stephen Harper, viajaram a Kiev, ambos com mensagens claras para o vizinho russo.

Steinmeier denunciou como uma "tentativa de dividir a Europa" o referendo na Crimeia que levou à anexação da península por parte da Rússia.

"Não podemos aceitar estas circunstâncias e não podemos permitir que se repita o derramamento de sangue", disse o ministro à imprensa ao término de uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk.

A Ucrânia tem diante de si "um caminho longo e difícil", acrescentou.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, primeiro líder do G7 a visitar Kiev desde o início da crise e no comando de um país com grande comunidade ucraniana, afirmou após chegar à capital ucraniana que o presidente russo, Vladimir Putin, "solapou a confiança internacional".

A Ucrânia cedeu, em 1995, suas armas nucleares em troca da garantia russa de que respeitaria suas fronteiras.

Kiev também enfrenta a agitação separatista pró-russa no leste da Ucrânia. Uma nova manifestação foi celebrada neste sábado em Donetsk, grande cidade industrial da região, com a participação de umas 3.000 pessoas, segundo uma jornalista da AFP.

A Ucrânia vive também sua própria agitação política. O movimento paramilitar Pravy Sektor, que se destacou durante os enfrentamentos que levaram à queda o regime pró-russo, anunciou sua conversão a partido neste sábado.

"O partido será um instrumento no campo político, como o kalachnikov é no campo militar", afirmou um líder da formação, Andrei Denissenko, em vídeo postado no Youtube.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)