A divisão dos ucranianos e a "volta da violência" não interessam aos Estados Unidos, à Rússia e a própria Ucrânia, afirmou neste domingo Susan Rice, assessora de segurança nacional do presidente Barack Obama.
"Não há contradição entre uma Ucrânia que mantém de longa data laços históricos e culturais com a Rússia e uma Ucrânia moderna, que quer uma maior integração com a Europa. Uma coisa não impede a outra", disse Rice em entrevista à rede NBC.
Segundo a assessora de segurança nacional, a Rússia cometerá "um grave erro" se enviar forças militares para restaurar o governo aliado deposto.
Rice assinalou que o presidente Barack Obama disse ao líder russo, Vladimir Putin, que é do interesse de todas as partes manter a Ucrânia unida.
"A mensagem do presidente foi: 'olhe, temos um interesse comum em manter a Ucrânia unificada, inteira, independente e com o povo exercendo sua vontade livremente", revelou Rice, acrescentando que "o presidente Putin está de acordo".
"Isto não é entre Estados Unidos e Rússia, é sobre o povo da Ucrânia e sua possibilidade de satisfazer ou não suas aspirações, funcionar democraticamente e ser parte da Europa".
Durante uma conversa por telefone com seu colega russo, Serguei Lavrov, o chefe da diplomacia americana, John Kerry, recordou a necessidade de que "todos os estados respeitem a soberania da Ucrânia, sua integridade territorial e sua liberdade de escolha", revelou um alto funcionário do departamento de Estado.
Kerry também comunicou o "firme apoio" de Washington à decisão do Parlamento ucraniano de designar um presidente e um primeiro-ministro de transição.
Estas medidas "constituem o caminho mais rápido e promissor para restaurar a paz e a estabilidade na Ucrânia e para responder aos problemas financeiros que ameaçam o país nas próximas semanas e meses".
