Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam pouco abaixo da barreira dos 100 dólares na terça-feira em Nova York, subindo levemente depois de várias sessões em alta e de um discurso sem surpresas da nova presidente do Federal Reserve norte-americano.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em março perdeu 12 centavos no New York Mercantile Exchange (Nymex), fechando em 99,94 dólares.
Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento fechou a 108,68 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), em alta de 5 centavos em relação à segunda-feira.
A nova presidente do Federal Reserve norte-americano (Fed), Janet Yellen, defendeu nesta terça-feira a continuidade da política monetária decidida por seu antecessor, afirmando que o Fed continuará "provavelmente reduzindo suas compras de ativos por etapas precisas".
A instituição começou, em janeiro, a reduzir a injeção de liquidez no mercado financeiro a 65 bilhões de dólares por mês diante de uma relativa recuperação econômica.
Essas medidas têm como efeito reduzir o valor do dólar e estimular os investimentos em ativos de risco, o que em geral sustenta os preços das matérias-primas.
Yellen destacou também que a recuperação do emprego ainda é "incompleta" e considerou que a "política ultra-flexível" do banco central, para manter as taxas básicas próximas a zero, continua sendo apropriada.
Diante das declarações que não surpreenderam, o mercado se orientou principalmente com base em elementos técnicos, segundo Robert Yawger de Mizuho Securities USA.
De fato, os preços subiram durante a sessão cerca dos 100,50 dólares, superando a média dos 200 últimos dias e atingindo um nível que não alcançava desde o 27 de dezembro. "Como não conseguiram romper esse nível de resistência", os preços voltaram a cair, observou o especialista.
Os operadores se prepararam, além disso, para a publicação na quarta-feira do relatório semanal sobre reservas de petróleo nos Estados Unidos, primeiro consumidor mundial.
Vários analistas esperam uma alta das reservas de petróleo e uma queda dos de produtos destilados e de gasolina.
