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Estado de Minas

Atentados no Sinai e no Cairo deixam 10 policias mortos

Tensões no Egito seguem deposição do presidente islamita Mohamed Mursi


postado em 20/11/2013 09:52 / atualizado em 20/11/2013 09:26

Conflitos de manifestantes pró-Mursi e forças do exército escalaram a tensão no Egito(foto: MOHAMED EL-SHAHED / AFP)
Conflitos de manifestantes pró-Mursi e forças do exército escalaram a tensão no Egito (foto: MOHAMED EL-SHAHED / AFP)

Pelo menos 10 soldados foram mortos nesta quarta-feira na explosão de um carro-bomba no Sinai egípcio, onde os ataques contra as forças de segurança aumentaram desde que o exército depôs em julho o presidente islamita Mohamed Mursi.

Pouco antes, no Cairo, quatro policiais ficaram feridos quando pessoas desconhecidas atiraram uma bomba em um dos muitos postos de controle rodoviário instalados em meados de agosto, quando o exército e a polícia mataram centenas de manifestantes partidários de Mursi.

Desde então, dezenas de policiais e soldados foram mortos em ataques no Sinai, península próxima a Israel e a Gaza atormentada há anos por grupos jihadistas armados e tribos beduínas hostis ao governo central.

No início da manhã, perto de Al-Arish, capital do norte do Sinai, um carro explodiu na passagem de um ônibus que transportava soldados, matando 10 e ferindo outros 35, segundo uma fonte militar. Alguns dos feridos estão em estado crítico.

Em 19 de agosto, uma emboscada contra um comboio da polícia perto de Rafah, ponto de passagem para a Faixa de Gaza, causou a morte de 25 policiais num dos ataque mais mortais na região.

Em 5 de setembro, no Cairo, um suicida detonou seu carro-bomba na passagem de um comboio do ministro do Interior - acusado pelos islamitas de orquestrar o massacre de 14 de agosto. O ministro Mohamed Ibrahim saiu ileso do ataque.

Os ataques mais recentes no Sinai e Cairo foram reivindicados por grupos ligados à Al-Qaeda em represália ao golpe militar e à repressão que se abateu sobre os partidários de Mursi.

Embora os ataques sejam geralmente reivindicados por grupos jihadistas, sendo o principal deles o Ansar al-Beit Maqdess, que prometeu lealdade à Al-Qaeda, o governo prontamente atribuiu os atos aos "terroristas" da Irmandade Muçulmana.

Esta influente confraria, à qual pertence Mursi, venceu as eleições parlamentares organizadas no final de 2011, poucos meses após uma revolta popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak.

As autoridades também prenderam mais de 2.000 membros da Irmandade Muçulmana desde 14 de agosto, incluindo a grande maioria de seus líderes, que são julgados, assim como Mursi, por "incitação ao assassinato" de manifestantes quando estavam no poder. Mursi é o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito.

O governo interino nomeado em 3 de julho pelo líder de fato do país, o general Abdel Fattah al-Sissi, vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e comandante-em-chefe do exército, justificou o golpe contra Mursi pelas manifestações de milhões de egípcios que foram às ruas em 30 de junho para exigir sua saída, acusando-o de monopolizar o poder em favor da Irmandade Muçulmana e de quer islamizar a sociedade.

Em 3 de julho, o general Sissi prometeu uma nova constituição e a realização de eleições parlamentares e presidenciais no primeiro semestre de 2014. Mas na terça-feira, pela primeira vez desde julho, protestos de manifestantes não-islâmicos, mas hostis aos militares, se voltaram contra o novo governo.

Os protestos na emblemática Praça Tahrir degeneraram em confrontos entre opositores e partidários do exército. Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na praça, epicentro da revolta de 2011 contra Mubarak. A polícia enviou tanques para dispersar os manifestantes durante a noite.


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