A Tepco, a companhia que opera a central nuclear de Fukushima, indicou nesta terça-feira que realizará testes antes de começar a retirar o combustível de uma piscina do reator 4, uma tarefa arriscada, mas considerada imprescindível.
"Dissemos que íamos começar a retirar o combustível gasto até meados de novembro, mas antes realizaremos um teste prático com o conjunto dos equipamentos", explicou à AFP uma porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco).
Tirar o combustível da piscina do reator, uma operação muito delicada, poderá durar ao menos um ano, indicou a Tepco em setembro.
Inúmeros especialistas assinalaram em várias ocasiões a dificuldade desta operação, o perigo que implica se não for feita com meticulosidade, mas também a urgência de retirar este combustível situado em um lugar muito vulnerável.
Em função dos dados precedentes pouco elogiáveis, surgem interrogações sobre a capacidade da Tepco no plano técnico e em termos de recursos para realizar esta operação inédita.
Neste contexto, o Japão também anunciou nesta terça-feira que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) examinará o modo com que são realizados os controles de radioatividade da água do mar próximo à central acidentada.
Em setembro, a Tepco decidiu jogar no mar cerca de 1.100 toneladas de água radioativa, depois da passagem de um tufão.
Um litro desta água continha até 24 becquerels de estrôncio e outras matérias radioativas. As autoridades japonesas autorizam que se jogue no mar uma quantidade máxima de 30 becquerels por litro.
No entanto, a imprensa local criticou a Tepco por não medir o nível de outros elementos radioativos, como o césio 134 ou o césio 137.
