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Estado de Minas

Coronel colombiano que matou Pablo Escobar condenado à prisão


postado em 15/08/2013 12:34

O coronel da reserva da polícia colombiana Hugo Aguilar, que em 1993 comandou a operação que matou o narcotraficante Pablo Escobar, foi condenado a nove anos de prisão por vínculos com paramilitares, anunciou a Suprema Corte de Justiça.

O tribunal determinou que Aguilar foi eleito governador do departamento de Santander (nordeste) em 2003 com o apoio das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), uma organização de extrema-direita que desmobilizou 31.000 combatentes em 2006.

Em 2011, a Procuradoria - entidade que supervisiona os funcionários públicos mas que não tem competência penal - cassou os direitos políticos de Aguilar por 20 anos, por colaboração com as AUC, acusadas de crimes contra a humanidade na luta contra as guerrilhas de esquerda.

Aguilar comandou a operação da unidade de elite da polícia que matou Escobar em 2 de dezembro de 1993, após vários anos de intensa busca com apoio dos Estados Unidos.

O líder do cartel de Medellín controlou o tráfico de cocaína para os Estados Unidos a partir dos anos 1980 e morreu após um confronto com membros do Bloco de Busca na cidade de Medellín. O coronel aparece em vários documentários estrangeiros falando sobre a operação.

Segundo o ex-chefe paramilitar Edgar Cobos, antes da eleição Aguilar compareceu a uma reunião paramilitar com simpatizantes e "se incorporou ao projeto político das AUC".

O ex-senador Luis Alberto Gil foi condenado a sete anos de prisão, mas já recuperou a liberdade.

Outros sete governadores provinciais eleitos em 2003 foram condenados a prisão por pactos para obter o apoio dos paramilitares a suas candidaturas em zonas de influência das AUC.


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