Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam acima de 100 dólares o barril nesta quarta-feira em Nova York pela primeira vez há mais de um ano, sustentados pela queda das reservas de petróleo nos EUA e pela escalada das tensões no Egito.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em agosto subiu U$1,64 a U$101,24 no New York Mercantile Exchange (Nymex), seu nível mais alto no fechamento desde 3 de maio de 2012.
É a primeira vez que o barril supera os U$100 em Nova York desde esta data.
Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em agosto fechou em U$105,76 no Intercontinental Exchange (ICE), seu nível mais alto desde 20 de junho, em alta de U$1,76.
"Houve uma forte reação do mercado, já impulsionado pelas tensões geopolíticas, à queda muito mais forte que o esperado das reservas de petróleo nos EUA", destacou Dave Bouckhout, da TD Securities.
As reservas de petróleo caíram mais que o previsto na semana passada nos EUA, segundo dados semanais do Departamento de Energia (DoE) publicados nesta quarta-feira.
Essas reservas caíram 10,3 milhões de barris (mb) a 383,8 mb na semana encerrada no dia 28 de junho.
Os especialistas esperavam uma queda muito menor, de 2,3 mb.
Essa notícia é vista como sinal de uma maior demanda nos EUA, disse Bouckhout.
Os EUA são o maior consumidor mundial de petróleo e absorvem um quinto da produção do planeta.
Também contribuiu para a alta, o agravamento da crise no Egito, que controla o canal de Suez e vários oleodutos que o transformam em peça chave do transporte de petróleo na África do Norte e na região do Golfo.
