(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Ex-membro de tropa de elite do exército americano se revela transexual


postado em 05/06/2013 20:25 / atualizado em 05/06/2013 20:49

Um ex-membro condecorado do comando de elite Navy SEAL da Marinha dos Estados Unidos assumiu sua identidade como mulher transexual, após se submeter a uma terapia hormonal.

Kirsten Beck conta sua luta de gênero no livro autobiográfico intitulado "Princesa Guerreira" ("Warrior Princess", no original).

Beck publicou um e-book, no qual relata sua confusão interior quando integrava a unidade exclusivamente masculina SEAL Team 6. Ele deixou a unidade meses antes do grupo matar o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, em seu esconderijo no Paquistão em 2011.

Há mais de dois anos, o Congresso dos EUA derrogou a proibição de que efetivos declarados homossexuais sirvam nas Forças Armadas americanas. Na prática, homens e mulheres abertamente transexuais continuam excluídos do serviço militar, e os ativistas esperam que a autobiografia de Beck contribua para mudar a situação.

O livro foi colocado à venda no último sábado no website Amazon.com. A capa é uma foto de Beck vestido como um guerreiro SEAL, de barba, óculos escuros e uniforme de camuflagem.

Apoio dos companheiros

Para surpresa de Beck, seus ex-companheiros lhe enviaram mensagens de apoio e estímulo.

"Irmão, estou contigo... ser um SEAL é duro, isso parece mais difícil. Paz", escreveu um deles.

Outros Navy SEALs, incluindo alguns envolvidos na captura de Bin Laden, escreveram livros de memórias usando pseudônimo. Descrevem dramáticas batalhas, a convivência no dia a dia e a frustração com a burocracia de Washington.

Beck não usa pseudônimo para falar de seus 20 anos de carreira militar, durante a qual foi enviado 13 vezes para diferentes partes do mundo. Durante todo esse período, lutou com sua identidade de gênero e, gradualmente, foi admitindo que estava predestinado a ser mulher.

O livro foi escrito em co-autoria com Anne Speckhard, professora de Psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade de Georgetown.

"Chris descreve seu desespero ao longo deste livro e seu desejo de morrer com honra, servindo nosso país e lutando contra o terrorismo, para nos manter a salvo e para que não tivesse mais de lidar com a dor emocional resultante da falta de congruência entre sua identidade de gênero e seu corpo", diz Anne.

"Depois de inúmeras missões de combate, mais do que muitos SEALs chegam a enfrentar, Chris voltou com vida para travar essa batalha mais profunda de sua alma, e lutou com as decisões morais e sociais entre uma vida em segredo ou fazer a transição para seu verdadeiro eu", completa a psiquiatra, no livro.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)