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Estado de Minas

Vídeo mostra execução sumária


postado em 17/05/2013 00:12 / atualizado em 17/05/2013 07:57

Gabriela Walker


Brasília – Um vídeo divulgado ontem pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), organização com base em Londres, mostrou a execução de 11 homens favoráveis ao regime de Bashar al-Assad por militantes da Frente Al-Nursa, grupo rebelde que se afiliou à rede extremista Al-Qaeda. A violência cometida por diferentes forças de oposição chamou a atenção nesta semana, ao mesmo tempo em que líderes mundiais e representantes das Nações Unidas discutiam a situação do país e ideias sobre como pressionar pela saída de Al-Assad. A visibilidade de ações condenáveis cometidas por rebeldes, como a do militante que comeu o coração de um soldado, enfraquece os argumentos de quem defende uma intervenção internacional no conflito e aumenta os receios sobre o futuro político do país.

O diretor do OSDH, Rami Abdelrahman, explicou que a Al-Nursa está divulgando diversas gravações recentes e, segundo ele, o responsável pela execução publicada ontem foi morto em batalha, em março. Nas imagens, o militante aparece encapuzado e cita a lei islâmica, a sharia, para justificar a "sentença", antes de atirar contra a nuca das vítimas. A oposição denunciou outro massacre, ocorrido perto de Homs, onde 18 pessoas teriam sido mortas pelas forças do regime. O OSDH revisou o número de mortos no massacre na cidade de Bania, elevando o número de civis mortos para 145, sendo 40 mulheres e 16 crianças, incluindo bebês.

O antropólogo Paulo Gabriel Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que, apesar de chocante, a violência indiscriminada tem sido praticada por ambos os lados. Os abusos, aponta, estão amplamente entranhados na sociedade civil. "A violência se expandiu e adquiriu feições sectárias, promovidas por diferenças entre meio rural e urbano e entre classes sociais", explica Hilu.

O presidente norte-americano, Barack Obama, voltou a pedir ontem uma transferência de poder na Síria, depois do encontro que manteve na Casa Branca com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. "Concordamos que Al-Assad precisa sair", afirmou Obama. "Vamos continuar a aumentar a pressão contra o regime e a trabalhar com a oposição", garantiu. A Turquia é um dos países mais afetados pela guerra civil síria. No sábado, um atentado à bomba matou mais de 50 pessoas em uma cidade fronteiriça. Erdogan culpou Al-Assad pelo ataque e, desde então, aumentou o apoio a medidas internacionais contra o líder sírio.

ARMAS QUÍMICAS As suspeitas em torno do uso de armas químicas na Síria ganhou novo elemento com a publicação, na tevê britânica BBC, de um vídeo amador que mostra civis supostamente sofrendo a ação de um gás que teria lançado por um helicóptero das forças oficiais em Saraqeb, no Norte do país. O ataque teria ocorrido em 29 de abril e deixado oito hospitalizados – uma mulher morreu, segundo a emissora. Laboratórios na França, no Reino Unido e na Turquia realizam testes com amostras colhidas na cidade para atestar a presença de agentes químicos.


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