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Estado de Minas

Paquistão vai às urnas sob ameaças de ataques do Talibã


postado em 11/05/2013 00:12 / atualizado em 11/05/2013 07:24

(foto: FAROOQ NAEEM / AFP)
(foto: FAROOQ NAEEM / AFP)

Após uma campanha eleitoral marcada por atentados que deixaram cerca de 120 mortos, desde meados de abril, é sob a ameaça de mais ataques que os paquistaneses vão às urnas, este sábado, eleger os novos membros da Assembleia Nacional e das câmaras provinciais. O Movimento Talibã do Paquistão, ligado à rede terrorista Al-Qaeda, prometeu ações suicidas durante o escrutínio, considerado crucial para a frágil democracia no país. Pela primeira vez desde a independência, em 1947, um governo civil está concluindo cinco anos de mandato e deve passar o poder a outro governo eleito, sem a interferência recorrente dos por militares. Os extremistas, porém, tratam de afugentar os votantes. "A democracia é um sistema não islâmico, um sistema de infiéis. Peço à população que evite os locais de votação, se não quiser arriscar a vida", afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz dos talibãs.

A organização reivindicou a maioria dos atentados relacionados à campanha. Ontem, pelo menos quatro pessoas morreram e 15 ficaram feridas na explosão de uma bomba perto de comitês eleitorais em Miranshah, nas áreas tribais do Oeste do país. Dois eleitores e um candidato à assembleia provincial de Sind morreram baleados em Karachi, capital financeira do país. Homens armados atacaram um comboio que transportava cédulas de votação na província do Baluchistão. Mais de 600 mil soldados e policiais foram mobilizados para garantir a segurança do processo. Segundo a TV Al-Jazeera, 86 milhões de paquistaneses estão aptos a votar. Na última eleição, em 2008, a taxa de comparecimento foi de 44%.

PROJEÇÕES Ao todo, serão eleitos 849 deputados à Assembleia Nacional e às quatro câmaras regionais. É esse contingente que, reforçado pelos senadores, escolherá o próximo presidente do país. Analistas apostam que a Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N), legenda de centro-direita liderada pelo ex-premiê Nawaz Sharif, conquistará a maioria das cadeiras na Assembleia. Na reta final da campanha, porém, cresceu nas pesquisas o ex-jogador de críquete (o esporte mais popular do país) Imran Khan, do Movimento pela Justiça (PTI). Khan deve chegar na frente de outra força política histórica, o Partido do Povo Paquistanês (PPP), ao qual pertence o atual presidente, Asif Ali Zardari. O ex-presidente Pervez Musharraf, cuja candidatura foi impugnada, seguirá o pleito em prisão domiciliar. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato, em 2007, da ex-premiê Benazir Bhutto, mulher de Zardari.


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