
Atentas a esse otimismo, as fabricantes aproveitam para apostar alto nos lançamentos. A Samsung, por exemplo, investiu R$ 8 bilhões em aparelhos em 2012 e apresentou três membros da família Galaxy no país: o Note 8, o Mega 6.3 e o mais esperado, o S4. O último foi lançado há dois meses em Nova York e já está nas lojas brasileiras. A intenção é acirrar a disputa com o a Apple, que deve anunciar a próxima geração do iPhone em junho.
A versão mais cara do S4 sai por R$ 2.499 e tem conexão 4G LTE, que suporta seis bandas de frequência, inclusive a brasileira, processador quad-core, memória interna de 16GB (expansível), câmera traseira de 13MP e frontal de 2MP, além de tela full HD Amoled de cinco polegadas. Está um milímetro mais fino que o modelo anterior, pesa 130 gramas e apresenta nove sensores, como leitor de gestos, temperatura e umidade relativa do ar.
O sistema operacional é o Android 4.2, que tem recursos que alfinetam os concorrentes, como a capacidade de fotografar e filmar ao mesmo tempo com as duas câmeras (frontal e traseira) e a organização de pastas para as imagens tiradas com o visual de uma revista eletrônica. Destaque também para a captura do movimento dos olhos do usuário, que rola a tela automaticamente e pausa vídeos. Já o S Translate é útil, pois trata-se de um tradutor de texto e áudio em muitos idiomas, inclusive o português brasileiro.
CARTÃO-POSTAL É possível ainda passar imagens e atender ligações sem tocar na tela, por meio do reconhecimento de gestos, e tirar fotos com nove segundos de som, como um cartão-postal sonoro. Um detalhe é a função Group Play, em que o usuário pode aumentar o volume do áudio ao compartilhar a música para outros aparelhos.
Na apresentação do produto, no Rio de Janeiro, na semana passada, os executivos da Samsung focaram nos detalhes de aplicativos que influenciam no cotidiano do consumidor, como a função S Health, que ajuda na avaliação da saúde. Ele registra as atividades físicas, conta os passos na corrida, traça gráficos de evolução, calcula calorias dos alimentos – ao ser informado sobre o que o usuário come nas refeições – e dá sugestões de como perder ou ganhar peso, de acordo com o índice de massa corporal.
Segundo a Samsung, a bateria tem duração 25% maior do que o SIII, e o aparelho vem com um carregador sem fio. O dispositivo está disponível nas cores branca e grafite. Há ainda uma opção R$ 100 mais barata com 3G e processador Exynos 5 de oito núcleos.

Galaxy Mega também estava entre os lançamentos e atende ao público que gosta de aparelhos similares a tablets. A começar pela tela HD, com 6.3 polegadas – que fica até difícil de segurar com uma mão só. Tem 8GB de memória interna, 1,5GB de RAM, câmera traseira de 8MP, processador dual-core de 1.7GHz e sistema operacional Android 4.2.
Para reforçar a identidade da marca, o design e muitos recursos seguem como os do S4, como as cores, o Group Play, o S Translator, a foto com som e as simultâneas com as duas câmeras. No entanto, só vai estar à venda no Brasil em julho, ainda sem preço definido.
Na competição entre telas, quem ganha mesmo é o Note 8, com oito polegadas em HD. Ele chega às lojas também em julho por R$ 1.599. O processador vai ser quad-core de 1.6GHz, 2GB de memória RAM, 16GB de interna (expansível) e câmera de 8MP. A principal característica do modelo é a caneta S Pen, que, como nas versões anteriores, cria e reconhece escrita, além de acionar atalhos rápidos na tela.
Com as novidades, a Samsung espera conquistar 70% do mercado de smartphones no Brasil este ano, segundo a vice-presidente de Media Solution Center da empresa, Fiamma Zarife. Há, claro, dúvidas devido ao alto valor dos aparelhos topo de linha e muita curiosidade sobre quais surpresas a gigante Apple prepara no iPhone 6 (ou, talvez, 5S), que podem virar o jogo do mercado.
*A jornalista viajou a convite da Samsung
