O desemprego na Espanha voltou a crescer no primeiro trimestre de 2013 e atingiu o nível recorde de 27,16% da população ativa, superando seis milhões de pessoas em um país afetado pela recessão.
No fim de março, a Espanha, quarta economia da Eurozona, que aplica um programa de austeridade sem precedentes, contabilizava 6.202.700 desempregados, 237.400 a mais que no trimestre anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Os números deixam a Espanha pouco atrás da Grécia, que, com um índice de desemprego de 27,2% em janeiro, é o país da União Europeia com a maior taxa de desemprego.
No fim de dezembro, a Espanha registrava taxa de desemprego de 26,02%. Entre outubro e dezembro, o número de pessoas sem trabalho aumentou 187.300.
A progressão do desemprego entre janeiro e março desmente as declarações de quarta-feira do chefe de Governo, Mariano Rajoy, de que o crescimento neste primeiro trimestre seria "o menor dos últimos amos".
A população mais jovem é a que mais sofre, com uma taxa de desemprego de 57,22% entre os espanhóis com idades de 16 a 24 anos, contra 55,13% no trimestre anterior, o que leva muitas pessoas a procurar emprego no exterior.
