Dez pessoas morreram nas últimas 24 horas na cidade de Petrópolis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde o centro histórico ficou debaixo d'água, informou nesta segunda-feira à AFP a Defesa Civil.
Dois técnicos da Defesa Civil que trabalhavam no resgate de desaparecidos em Petrópolis, 68 km ao norte do Rio, estão entre as vítimas dos deslizamentos provocados pelas chuvas, indicou Sérgio Simões, secretário estadual da Defesa Civil, à Rede Globo de televisão.
Há dois anos, em janeiro de 2011, fortes chuvas que provocaram inundações e deslizamentos de terra deixaram mais de 900 mortos na região serrana do Rio.
Em Petrópolis, ex-capital imperial do Brasil onde o imperador Pedro II e sua corte passavam os verões, "a situação é realmente muito grave", disse Simões.
"A continuidade das chuvas agrava muito os riscos de deslizamentos. Há muitas áreas vulneráveis na região serrana e, portanto, essa é nossa preocupação", afirmou.
Até 390 milímetros de chuva caíram em alguns bairros de Petrópolis em 24 horas, quando o nível de chuva esperado para todo o mês de março era de 270 milímetros.
Os rios que transbordaram retornaram ao seu curso na manhã desta segunda-feira, mas ainda são esperadas novas chuvas.
O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, decretou feriado escolar, pediu para a população permanecer em suas casas e alertou sobre o risco de novos deslizamentos de terra na região.
"Reforçamos o número de bombeiros militares com a ida do Grupo de Resgate (...) Todo o governo foi acionado", disse em um comunicado o governador do estado, Sérgio Cabral, que viajará nesta tarde a Petrópolis.
Outras cidades do estado do Rio afetadas pelas fortes chuvas nas últimas 24 horas foram Angra dos Reis, Mangaratiba, Niterói e Teresópolis, disse a Defesa Civil em um comunicado.
