Um relatório do Congresso dos Estados Unidos responsabilizará os diretores do banco JPMorgan Chase no caso da "baleia de Londres", que causou multimilionárias perdas pelas inúmeras posições de risco tomadas por um de seus operadores, informou o The New York Times.
Segundo o jornal, que cita em sua edição desta terça-feira, fontes próximas ao caso, um relatório de um comitê do Senado previsto para 15 de março acusará vários executivos do banco de falta de supervisão das posições de risco.
O documento oficial responsabilizará o chefe do banco de ter deixado o francês Bruno Iksil, que operava da capital britânica, assumir riscos excessivos, ignorando os sinais de alerta, sem avisar de forma suficiente a reguladores e investidores.
Entre os nomes citados está o do ex-diretor financeiro de JPMorgan, Douglas Braunstein, afastado de suas funções.
Tanto ele como outros dirigentes poderiam ser chamados a depor este mês diante da comissão parlamentar, que no momento, não tem a intenção de convocar o presidente do banco, Jamie Dimon, que já respondeu diante do Senado pelo mesmo caso no ano passado, informou o jornal.
A "Baleia de Londres" , apelido de Iskil, se refere à enorme quantidade das posições que o operador tomava e que causaram perdas de 6 bilhões de dólares ao banco.
Segundo o The New York Times, os investigadores tiveram acesso a e-mails que sugeriam que o próprio Iksil tinha alertado a seus superiores da magnitude das decisões tomadas.
JPMorgan reconheceu em janeiro ter cometido "graves erros", em um relatório com conclusões de uma auditoria interna sobre o caso.
O grupo reconheceu que, além de os corretores terem feito investimentos questionáveis, houve decisões de altos responsáveis que geraram perdas. Dimon assumiu inclusive "parte da responsabilidade" e perdeu a metade de seus bônus de 2012.
O relatório do Senado pode dar argumentos aos partidários de uma maior regulação do setor bancário, informa o The New York Times.
