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Estado de Minas

Agressão a manifestante gera onda de protestos no Egito

Palácio do presidente Mohamed Mursi está repleto de policiais, depois que um vídeo foi ar mostrando policiais espancando homem nu na rua


postado em 03/02/2013 00:12 / atualizado em 03/02/2013 08:39

 

 

Cairo – Depois de oito dias de protestos que mataram quase 60 pessoas no Egito, o vídeo de um manifestante nu, arrastado pelo chão e espancado com cassetetes por policiais elevou ainda mais a fúria dos egípcios contra o governo. Hamada Saber segue internado em um hospital policial, depois de ter sido mostrado na sexta-feira pela televisão nu, coberto de fuligem e atacado por seis policiais que o tiraram de um veículo blindado perto do palácio presidencial.

O gabinete do presidente Mohamed Mursi prometeu investigar o incidente, que ocorreu em meio à pior onda de violência dos seus sete meses de mandato. Seus opositores dizem que os atos provam que o presidente escolheu ordenar uma brutal repressão aos protestos, assim como fez Hosni Mubarak contra as manifestações que resultaram em sua queda em 2011.

Ontem, a Frente de Salvação Nacional (FSN), principal aliança de oposição do Egito, fez uma convocação para derrubar o regime de Mursi, levá-lo à Justiça e acabar com “a hegemonia da Irmandade Muçulmana no poder”. “Pedimos uma investigação judicial neutra sobre o assassinato, a tortura e as detenções indiscriminadas e que todos os responsáveis desses delitos sejam levados a um tribunal justo – começando pelo presidente da República”, pediu a FSN. “Mursi foi desnudado e perdeu sua legitimidade”, tuitou Ahmed Maher, fundador do movimento 6 de Abril, que ajudou a lançar os protestos contra Mubarak. Na sexta-feira, um manifestante foi morto a tiros, e mais de 100 ficaram feridos, depois de batalhas entre a polícia e manifestantes que atacaram o palácio de Mursi com bombas de gasolina. Autoridades dizem que o aumento de policiais nas ruas é necessário para controlar as multidões violentas, e que nada até agora tinha repercutido tanto como as imagens dos policiais agredindo o homem claramente indefeso, caído e sem representar ameaças.


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