O FMI liberou nesta quarta-feira 838,8 milhões de euros em fundos de ajuda a Portugal, após a revisão do programa do país para reestruturar suas finanças.
A entrega, de um programa de ajuda de 27,51 bilhões de euros de três anos, foi feita quatro dias após a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde ter afirmado que o país está "no caminho certo" para alcançar os objetivos de reforma econômica impostos por seus credores em troca do resgate.
A decisão, anunciada pelo Fundo mediante um comunicado, já era aguardada.
Em meados de novembro, as equipes do FMI procederam à sexta avaliação do plano de reformas reivindicado a Lisboa em troca de seu resgate e consideraram que o programa andava nos trilhos apesar da recessão que persiste no país.
De acordo com o procedimento habitual, as equipes avaliadoras recomendaram ao conselho administrativo do Fundo, que representa seus 188 Estados-membro, desbloquear esta nova parte da ajuda.
Apesar do resgate, o país mantém ainda uma taxa de desemprego recorde de mais de 16% e deveria ver seu produto interno bruto recuar novamente 1,9% este ano, em um momento em que o próprio FMI se questiona sobre o impacto dos planos de austeridade no crescimento.
Nesta quarta, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, se disse "confiante" ao assegurar que seu país estava "no bom caminho" para realizar com sucesso o programa de ajustes reivindicado por seus credores.
Em relatório divulgado no começo de janeiro, o FMI tinha recomendado que Portugal realizasse cortes adicionais de 4 bilhões de euros, diminuindo o número de funcionários e reduzindo seus salários e suas pressões de retirada.
