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Estado de Minas

Eleição para governadores na Venezuela ganha importância com ausência de Chávez

O pleito ganhou importância depois que o presidente se afastou do poder para ser tratado de um câncer em Havana, Cuba


postado em 16/12/2012 00:12 / atualizado em 16/12/2012 09:23

Caracas – Os venezuelanos votam hoje para escolher os governadores dos 23 estados, em eleições marcadas pelo delicado estado de saúde do presidente Hugo Chávez. Atualmente, 15 estados são governados por aliados do presidente, sete por opositores e um por um político independente. O pleito ganhou importância depois que o presidente se afastou do poder para ser tratado de um câncer em Havana, Cuba. Ontem, o Ministério da Informação divulgou comunicado dizendo que Chávez se recupera "satisfatoriamente" e responde "favoravelmente" ao tratamento. "A recuperação tem sido lenta, mas progressiva", afirmou o ministro Ernesto Villegas, em breve pronunciamento na TV. Ele disse que Chávez se comunicou com seus familiares mais próximos e enviou saudações ao povo venezuelano.

Chávez deveria tomar posse em 10 de janeiro, mas líderes do governo têm dado sinais sobre a possibilidade de o presidente não se recuperar a tempo. Diante da ausência do presidente, a Constituição estipula que novas eleições devem ser realizadas num prazo de 30 dias. O próprio Chávez deixou aberta essa possibilidade ao indicar o chanceler e vice-presidente Nicolás Maduro como seu sucessor e eventual candidato governista.

Apesar de o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) ter a maioria dos governos, a chave política das eleições está em Miranda, onde o vice-presidente anterior, Elías Jaua, tenta derrotar Henrique Capriles, que concorreu à Presidência contra Chávez e deu novo impulso à oposição do país. A vitória de Capriles, que tenta a reeleição, pode reforçar seu papel como líder unificador da outrora fragmentada oposição. “O chavismo considera Miranda muito importante nestas eleições regionais, não apenas pelo que representa o segundo estado mais povoado, mas sim porque eles consideram que ganhando, desbancariam a liderança opositora", disse o analista político José Vicente Carrasquero.

O governo empregou recursos especialmente para apoiar a candidatura de Jaua contra Capriles, só comparável a Zulia (Noroeste), onde Francisco Arias Cárdenas, que liderou com Chávez um fracassado golpe de Estado nos anos 1990 e já foi governador do estado, busca tirar o governo do opositor Pablo Pérez. “Tanto Capriles como Pérez são figuras presidenciais sob o novo quadro político de possíveis eleições de emergência" e "atingir um desses dois candidatos é um dos objetivos do governo", disse o cientista político Carlos Romero.

As pesquisas, muito díspares na Venezuela, apostam, em sua maioria, em uma vitória opositora em Miranda e Zulia, apesar de o governismo poder conquistar o estado de Carabobo, o terceiro mais povoado, onde está o polo industrial de Valencia e Puerto Cabello.


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