
A secretária de Estado deveria depor na quinta-feira no Congresso sobre os resultados da investigação do ataque contra o consulado dos Estados Unidos na cidade líbia de Benghazi, atribuído inicialmente pelo governo americano a uma ação espontânea, que se revelou mais tarde um ataque orquestrado pela rede Al-Qaeda.
Os congressistas republicanos querem saber quais as medidas de segurança adotadas pelo departamento de Estado para proteger o consulado antes do ataque, no qual morreu o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, e outros três funcionários americanos.
Clinton já assumiu a "total responsabilidade" sobre o incidente em Benghazi e destacou que o governo é o maior interessado em esclarecer a questão.
A legisladora Ileana Ros-Lehtinen, presidente do Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Representantes, desejou à Hillary Clinton uma rápida recuperação, e lamentou que não possa prestar depoimento a curto prazo sobre Benghazi. "É pena que a secretária Clinton esteja impossibilitada de prestar depoimento na próxima semana (...) na investigação sobre o ataque terrorista que matou quatro americanos e deixou outros dois feridos", disse Ros-Lehtinen.
A incansável chefe da diplomacia americana foi obrigada a cancelar uma viagem ao norte da África na semana passada, após contrair o vírus estomacal na sequência de um giro de cinco dias pela Europa.
Clinton, mulher do ex-presidente Bill Clinton, é a integrante mais popular do gabinete de Barack Obama, com índices de aprovação superiores a 60%. A secretária de Estado já anunciou que deixará o cargo no início do próximo ano, mas Obama ainda não anunciou quem indicará para substituí-la.
Aos 65 anos, Clinton descartou recentemente que sua idade seja um problema para uma eventual candidatura à presidência em 2016. "Por sorte - bato na madeira - não sou uma pessoa apenas saudável, mas também tenho uma energia incrível".
Mas a secretária de Estado reafirmou que não tem a intenção de voltar a concorrer à presidência dos Estados Unidos, em referência aos rumores sobre seu nome para substituir Barack Obama, em entrevista concedida à Barbara Walters, da ABC News.
"Tenho estado nos níveis mais altos da atividade americana nos últimos 20 anos e penso que é o momento de dar um passo atrás, talvez me dedicar a escrever, a ensinar ou a fazer conferências".
