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Estado de Minas

Mitt Romney acusa Barack Obama de fazer 'campanha de ódio' nos EUA


postado em 15/08/2012 17:17 / atualizado em 15/08/2012 19:20

O provável candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, acusou Barack Obama de realizar uma "campanha de ódio", ilustrando a mudança súbita do rumo da campanha eleitoral americana.

Na manhã desta quarta-feira, após um dia marcado por trocas de farpas entre os dois lados, Mitt Romney renovou seus ataques contra os democratas, acusando-os de uma campanha "unicamente centrada em divisões, ataques e cheia de ódio".

"Minha campanha está centrada na necessidade de reconduzir a América ao trabalho e criar uma unidade maior no país, o que sempre foi a fonte de vitalidade e força dos Estados Unidos", argumentou, em resposta à equipe de Barack Obama que chamou seus argumentos de "insanos".

Mitt Romney já havia denunciado na terça-feira uma "campanha de ódio" dos democratas, após as declarações do vice-presidente Joe Biden, que afirmou no estado da Virgínia (ex-escravocrata) que as propostas do candidato republicano sobre os bancos "recolocariam correntes nos pés" dos americanos.

"O presidente dá a impressão de querer apenas se agarrar ao poder. Acredito que ele faria qualquer coisa para ser eleito", disse Romney ao canal CBS.

Citando as afirmações de Joe Biden, o ex-governador de Massachusetts (nordeste) garantiu que a única coisa que os rivais fazem é "empurrar um pouco mais a Casa Branca (...) mais um exemplo deste compromisso de dividir (as pessoas) para evitar falar sobre os problemas reais".

Programa Medicare no centro da campanha A equipe de Obama respondeu ao novo ataque de Mitt Romney lembrando que ele havia ganhado a batalha das primárias republicanas, em parte graças às campanhas publicitárias, denegrindo os seus adversários.

"Espero que não seja odioso salientar que o projeto de orçamento proposto por Mitt não se mantém em pé", ironizou no Twitter David Axelrod, conselheiro próximo de Barack Obama.

No último dia de sua visita eleitoral ao Iowa (centro), um estado-chave conquistado por ele em 2008, Barack Obama, que será acompanhado por sua popular esposa Michelle, planejou, entretanto, atacar seu adversário no programa Medicare, o seguro de saúde para os aposentados.

O companheiro de chapa de Mitt Romney, o ultra-liberal de Wisconsin (norte) Paul Ryan, defende um projeto para substituir o atual por um sistema de bônus que permitiria que as pessoas fossem asseguradas por empresas privadas de seguros.

Barack Obama "vai apresentar a escolha que os americanos têm entre o seu projeto e o de Romney e Ryan, que consiste em colocar um fim ao programa Medicare como o conhecemos hoje", ressaltou a porta-voz Jen Psaki .

"Esse tipo de projeto vai obrigar as pessoas que recebem o Medicare a pagar um adicional de 6.400 dólares, para Mitt Romney e Paul Ryan possam oferecer isenções fiscais para milionários e bilionários", disse.

O debate sobre o Medicare pode ser crucial na campanha, principalmente nos estados que têm um grande número de aposentados, como a Flórida, tradicionalmente considerado um dos estados-chave na corrida para a Casa Branca.


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