
Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 em um hospital militar francês perto de Paris. A tese do envenenamento foi reavivada na semana passada pela divulgação de um documentário na rede de televisão Al-Jazeera, que apontava que o Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça), que analisou amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais de Arafat, encontrou nelas "uma quantidade anormal de polônio", uma substância radioativa extremamente tóxica. O presidente palestino, Mahmud Abbas, e Suha Arafat já deram sua aprovação para que sejam retiradas amostras dos restos do líder, que jaz em um mausoléu na presidência palestina em Ramallah, o que implicará sua exumação.
O sobrinho de Yasser Arafat, Nasser al-Qidwa, acusou na quinta-feira Israel de ter envenenado com polônio o histórico líder palestino, e exigiu que "os responsáveis por este assassinato sejam julgados". O polônio é uma substância radioativa altamente tóxica, que serviu em 2006 em Londres para envenenar Alexandre Litvinenko, um ex-espião russo que havia se convertido em opositor ao presidente Vladimir Putin.
