Dois ataques com carros-bomba contra postos de segurança mataram 25 pessoas e feriram outras 175 nesta sexta-feira em Alepo, segunda maior cidade da Síria, afirmou a televisão estatal do país, citando o Ministério da Saúde.
O ativista Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, disse que ocorreram três explosões em Alepo, uma delas perto de um prédio da inteligência militar. A TV estatal síria confirmou que havia soldados entre os mortos, atribuindo o ataque a "gangues terroristas armadas". Rahman disse que houve três explosões, na cidade do norte do país. Elas ocorreram nos bairros de Sakhur e Marjeh e na região de Dawar el-Basel.
Também nesta sexta-feira, tanques atacaram um bairro de Homs, no oeste da Síria, enquanto soldados lançavam buscas casa por casa nesta zona da cidade nesta sexta-feira, disseram ativistas. "Os tanques entraram no bairro de Inshaat durante a noite", disse Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos.
As forças de segurança seguiam para áreas abandonadas e começaram a danificar casas, móveis e carros nas ruas, disse Rahman à France Presse, por telefone. "A situação humanitária está muito, muito ruim em todos os bairros que foram atacados, incluindo Baba Amr e Khalidyeh", afirmou o ativista. "Não há comida nem remédios, e isso é o que as pessoas mais pedem."
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que não tem intenção de intervir militarmente na Síria, disse nesta sexta-feira o secretário-geral da entidade, Anders Fogh Rasmussen. "A Síria não está na agenda da Otan. Não temos qualquer intenção de intervir na Síria", afirmou Rasmussen, durante entrevista à emissora turca NTV.
Mais de 6 mil pessoas foram mortas no país desde o início dos protestos contra o regime do presidente Bashar Assad, duramente reprimidos pelas forças oficiais. A Rússia e a China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para condenar o regime de Assad pela violência.
