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Estado de Minas

Cenas de desespero no funeral de Kim Jong-il


postado em 28/12/2011 07:55 / atualizado em 28/12/2011 08:46

A República Popular Democrática da Coreia concluiu o funeral do dirigente Kim Jong-il, anunciou nesta quarta-feira uma fonte do regime após a cerimônia de três horas exibida

(foto: AFP)
(foto: AFP)
pela televisão estatal, com milhares de pessoas aos prantos sob uma forte nevasca. "A cerimônia acabou", declarou um oficial diante do mausoléu Kumsusan de Pyongyang, para onde o cortejo fúnebre retornou depois de uma volta pela cidade, coberta pela neve e diante de centenas de milhares de pessoas.

Ao retornar para a praça do mausoléu, diante de dezenas de milhares de soldados e civis reunidos, a guarda de honra desfilou e uma orquestra militar interpretou o hino nacional. A televisão oficial norte-coreana exibiu mais cedo imagens do funeral de Kim Jong-il, com cenas de milhares de pessoas aos prantos durante a passagem do cortejo com o caixão do dirigente pela capital Pyongyang.

As primeiras imagens mostravam uma limusine com uma grande foto daquele que foi o homem forte do regime. O carro passou por milhares de militares, que se inclinavam para demonstrar respeito, diante do mausoléu Kumsusan de Pyongyang, de onde partiu o cortejo. Outro carro oficial seguia a limusine com flores brancas e um automóvel transportava o caixão de Kim Jong-il com uma bandeira vermelha.

À direita do carro que transportava o caixão caminhava Kim Jong-un, o filho mais novo e
(foto: AFP)
(foto: AFP)
sucessor de Kim Jong-il. Kim Jong-il faleceu em 17 de dezembro vítima de um ataque cardíaco aos 69 anos. Ele comandava o país desde a morte, em 1994, do pai, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte comunista. Kim Jong-un é o terceiro nome da única dinastia comunista do mundo.

Opositores norte-coreanos aproveitaram o dia do funeral para jogar panfletos no país a partir da Coreia do Sul para convocar uma insurreição contra a dinastia dos Kim. Cinquenta refugiados utilizaram balões para enviar 200.000 panfletos em um protesto contra o regime de Pyongyang organizado em Paju, cidade sul-coreana próxima da fronteira com o Norte.


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