Pelo segundo dia consecutivo, policiais e manifestantes se enfrentaram nas ruas de Santiago, no Chile. No confronto, os policiais tentaram conter a ação de manifestantes encapuzados que ateavam fogo em barricadas em algumas das principais avenidas da cidade.
Os tumultos mais intensos desta quarta-feira ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país. Camila Vallejo e Giorgio Jackson, líderes do movimento estudantil, chegam nesta tarde a Santiago depois de uma viagem pela Europa %u2013 França, Bélgica e Suíça %u2013 onde foram participar de debates sobre educação. Para o vice-ministro do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, esta etapa dos protestos significa um "novo ciclo de violência". "Há grupos que são extremamente coordenados e querem gerar uma imagem de violência e desordem pública", disse ele. "O governo condena tais ações e reitera que essas manifestações não contribuem para o diálogo." Nessa terça-feira, o ministro avisou que será executada uma lei de segurança contra os manifestantes que atearam fogo a um ônibus, em uma das avenidas de Santiago. Um grupo de manifestantes usou máscaras para tampar os rostos. Nos últimos meses, o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, apresentou propostas de reforma da educação. As sugestões foram rechaçadas por estudantes e professores. A principal reivindicação é para a gratuidade do ensino superior no país %u2013 atualmente as universidades chilenas são todas privadas.
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No Chile, policiais e manifestantes se enfrentam nas ruas de Santiago
Os protestos ocorrem há cerca de cinco meses, desde que os estudantes começaram a cobrar reformas na educação
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