O presidente chileno, Sebastião Piñera, anunciou que 70.000 estudantes do ensino médio perderão o ano escolar depois dos quatro meses de paralisações das aulas devido às mobilizações estudantis por melhorias na educação pública. Desde maio os estudantes chilenos realizam manifestações que incluem marchas, ocupações de colégios e greves de fome.
O sistema educacional dos ensinos fundamental e médio exige 85% de presença dos alunos durante o ano escolar. Se as faltas ultrapassarem a margem de 15%, eles repetem o ano. Universitários e professores também aderiram às mobilizações e estiveram presentes em grandes manifestações estudantis, o que influenciou na queda da popularidade do presidente para 27%, a pior registrada por um líder desde o retorno do Chile à democracia.
