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Estado de Minas TIROS

Polícia chilena admite ter disparado no protesto em que adolescente morreu

Um policial admitiu ter disparado arma de fogo no bairro em que manifestante foi assassinado


postado em 29/08/2011 18:13

A polícia chilena admitiu nesta segunda-feira, após ter inicialmente negado, que um de seus oficiais fez disparos em um bairro popular de Santiago, no qual um adolescente morreu na madrugada de sexta-feira passada em meio a um protesto após greve geral, enquanto o governo anunciou uma investigação para esclarecer o fato. O chefe da polícia, José Luis Ortega, informou que depois de uma investigação interna ficou estabelecido que "o suboficial da patrulha tomou a decisão de fazer uso de seu armamento de serviço, uma pistola Uzi 9 milímetros, em duas ocasiões". O policial - que foi demitido - "afirma não ter atirado contra o grupo de pessoas, mas para o ar", quando um grupo de oficiais viu que manifestantes estavam disparando em sua direção, disse o general Ortega. "Aqui, nós não estamos atribuindo a responsabilidade ao oficial que fez o uso de sua arma de serviço. A responsabilidade pelos fatos serão esclarecidas cientificamente pelas perícias que serão realizadas", completou o chefe policial. Ortega explicou também que o oficial destituído é "responsável por ter utilizado sua arma e não ter informado o fato, e por ter reposto a munição e limpado a arma". Manuel Gutiérrez, 16 anos, morreu na sexta-feira de madrugada depois de ser atingido no peito por um tiro. Sua família apontou imediatamente a polícia como autora do tiro, enquanto a instituição negou sua participação em diversas ocasiões. "Se for comprovada a tese de que há um policial que possa ter tido participação nesses fatos, ele terá de responder perante a lei, perante a Justiça, com todo rigor das normas legais", disse o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter."Seria inaceitável um policial se afastar das normas profissionais com as quais deve atuar e causar a morte de um compatriota, mas não podemos adiantar julgamentos", completou. Durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, foram registrados confrontos em vários pontos de Santiago, no fim de uma greve de 48 horas convocada pela maior central sindical do país, à qual aderiram estudantes que há três meses protestam por uma educação gratuita e de qualidade.


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