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Estado de Minas

Carter se encontra com Raúl Castro em visita por libertação de americano


postado em 29/03/2011 07:32 / atualizado em 29/03/2011 08:16



Washington e Havana se desentenderam em torno do caso(foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE )
Washington e Havana se desentenderam em torno do caso (foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE )
O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter está em Cuba para uma visita de três dias. Carter foi convidado pelo governo de Cuba no que foi tratado como uma visita privada.

Correspondentes no país dizem que o principal objetivo da visita de Carter é negociar a libertação de Alan Gross, contratado pelo governo americno.

Gross foi condenado no começo do mês a 15 anos de prisão por fornecer equipamento de comunicação por satélite a grupos judaicos em Cuba, sob um programa patrocinado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Autoridades cubanas dizem que o equipamento tinha como objetivo dar a dissidentes acesso à internet, como parte de esforços para desestabilizar o regime de Raúl Castro.

Na sexta-feira, uma autoridade dos EUA na capital cubana disse à agência de notícias AFP que qualquer intervenção de Carter seria bem-vinda. "Esperamos que ele fale com o governo americano para pedir uma libertação humanitária", disse Molly Koscina, porta-voz da missão diplomática dos EUA em Havana.

O governo dos EUA disse que não poderá haver qualquer grande iniciativa para facilitar as relações dos EUA com Cuba enquanto Gross permanecer preso.

Carter, que tem 86 anos, encontrou-se nesta segunda-feira com líderes da comunidade judaica de Cuba e com o cardeal Jaime Ortega. Nesta terça-feira ele se encontrará com o presidente cubano, Raúl Castro.

Carter foi o primeiro ex-presidente dos EUA a visitar a ilha comunista desde que Fidel Castro chegou ao poder, em 1959. Nenhum presidente americano visitou a ilha desde então.

Carter já havia estado em Cuba antes, em 2002, quando exortou os EUA a suspenderem o embargo comercial imposto contra Cuba. Ele pediu às autoridades cubanas que realizassem reformas democráticas e a melhorarem seu histórico de direitos humanos.


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