O governo brasileiro comunicou nesta quinta-feira (3) que vai apoiar “todas as medidas que forem adotadas no âmbito da Organização das Nações Unidas [ONU]” em relação à Líbia, país do Norte de África, que vive uma onda de manifestações populares contra o regime de Muammar Khadafi, no poder há quase 42 anos. A decisão foi anunciada pelo porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena. Indagado se esse apoio incluiria até mesmo ações armadas, Baena respondeu: "em todas as situações".
Mais cedo, a presidenta Dilma Rousseff, disse que a crise na Líbia ainda não afeta as reservas internacionais de petróleo, mas reconheceu que a instabilidade na região causa “turbulências” entre os investidores brasileiros que mantêm negócios com os líbios.
Desde o último dia 15, manifestantes favoráveis e contrários ao governo de Muammar Khadafi se enfrentam no país. Mais de 300 brasileiros que trabalhavam na Líbia já deixaram o país desde o início dos conflitos.
