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Estado de Minas MAGIA ORIENTAL EM QUADRINHOS

Mangás falam sobre sentimentos de forma diferente e educadora


postado em 07/11/2015 17:26 / atualizado em 07/11/2015 17:39

Cavaleiros do Zodíaco(foto: Saint Seiya Wiki/Reprodução da internet)
Cavaleiros do Zodíaco (foto: Saint Seiya Wiki/Reprodução da internet)
Imagine começar a ler um livro de trás para frente, em que a primeira página é, na realidade, a última. A ordem de leitura também é diferente: sempre da direita para a esquerda. Esse é o modo de leitura oriental, mantido (e com muito orgulho) aqui no Brasil, por meio dos mangás. Os mangás são histórias em quadrinhos de origem japonesa, que se diferenciam do modelo ocidental não só pela origem, mas também pela estética. Os desenhos são característicos do Japão: expressões faciais exageradas, como olhos grandes e expressivos e enquadramentos cinematográficos. Combinados com várias onomatopeias (palavras que imitam o som das coisas), esses elementos possibilitam que o leitor se insira completamente no enredo, compreendendo as emoções de cada personagem.
Sakura Card Captors(foto: JBC/Reprodução da internet)
Sakura Card Captors (foto: JBC/Reprodução da internet)
No Brasil, alguns títulos são bem populares, como Samurai X, One Piece, Dragon Ball, Naruto e Cavaleiros do Zodíaco. Além dos mangás, eles ficaram conhecidos por meio da versão em anime/animê, que, no caso dos três últimos, foram transmitidas por muito tempo em canais da TV aberta. Isso ocorre quando o mangá faz muito sucesso. Logo, os quadrinhos impressos são adaptados para animação, podendo ser lançada como filme ou série. O contrário também pode ocorrer, sendo o mangá uma adaptação do desenho animado. Algumas histórias bem conhecidas e queridas pelo público brasileiro já ganharam versões em mangá. É o caso de A turma da Mônica e do Visconde de Sabugosa, do Sítio do Picapau Amarelo. Ilustrações em estilo oriental do personagem foram expostas em 2014, em São Paulo, em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil.
Turma da Mônica Jovem(foto: Panini/Divulgação)
Turma da Mônica Jovem (foto: Panini/Divulgação)
Augusto Fernandes, de 12 anos, ficou surpreso quando leu A turma da Mônica jovem pela primeira vez. %u201CNão esperava que fosse em estilo mangá. Ficou bacana, bem diferente do que era antes. Mas os mangás originais são ainda mais legais.%u201D O leitor é fã de vários títulos japoneses. %u201CGosto de Digimon, One Peace, Bleach, Pokémon... São muitos, alguns acompanho mais do que os outros, mas acho muito legal a forma de ler, de trás para frente. No início, custei a aprender, sempre me confundia, mas, quando você se acostuma, fica automático%u201D, conta.

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