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Estado de Minas POSITIVA

Barragem da Vale em Barão de Cocais obtém declaração de redução de risco

Apesar da Condição de Estabilidade positiva, barragens da região permanecem em risco máximo de rompimento; tragédias de Brumadinho e Mariana seguem em aberto


10/10/2022 20:12 - atualizado 10/10/2022 20:54

Barragens
Contenção de rejeitos em Socorro, Barão de Cocais, povoado abandonado por causa do risco de rompimento da barragem Sul Superior da mina de Gongo Soco (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A Press)

Por Maron Filho* 
 
Em comunicado oficial, a Mineradora Vale declarou, nesta segunda-feira (10/10), que a barragem Sul Inferior, na mina Gongo Soco, localizada em Barão de Cocais, em Minas Gerais, obteve a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva. 

Liberada no final de setembro, a DCE aponta segurança da estrutura da barragem. O nível de emergência foi, enfim, declarado nulo. "A barragem mostrou condições de estabilidade e operação adequadas para a obtenção da DCE", declara a empresa.
 
No comunicado, a Vale afirma que o encaminhamento da Declaração foi feito aos órgãos de controle seguindo as diretrizes estabelecidas no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e na legislação brasileira, incluindo a Agência Nacional de Mineração (ANM) e a auditoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Relembre o caso

Em 2019, a Agência Nacional de Mineração criou alerta máximo de rompimento para a Barragem do Gongo Soco. E apesar da atual emissão da DCE, a barragem continua com estrição de acesso a pessoas, já que a estrutura se encontra dentro da mancha de inundação em caso de ruptura da barragem Sul Superior. Esta está construída acima no rio (a montante), mais próxima da nascente em relação à Inferior. Dessa forma, se a Superior se rompe, a Inferior será totalmente atingida. 

Como agravante, a barragem Sul Superior se encontra, atualmente, em nível máximo de emergência. Porém, segundo a mineradora, ela está em processo de descaracterização, que consiste na drenagem da barragem e plantio de vegetação em toda a região que antes abrigava os rejeitos.

Tragédias em aberto

Embora tenha asssumido o compromisso formal de adequar todas as suas barragens de rejeitos ao Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM, em inglês), a Vale ainda não ressarciu devidamente os afetados pela tragédia de Mariana. E tampouco foi julgada pelo crime-ambiental em Brumadinho. 


A barragem do Gongo Soco é do mesmo tipo da que rompeu no Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixando 211 mortos e 96 desaparecidos, além de ter poluído o Rio Paraopeba e destruído o meio ambiente afetado.
 
*Estagiário sob supervisão de Diogo Finelli


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