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Estado de Minas FESTIVAL MUNDIAL DO CIRCO

Cultura e diversão a céu aberto

Projeto idealizado em 2001 prossegue até o dia 11 de agosto em ruas, praças e teatros de BH e interior do estado, levando ao público espetáculos populares


05/08/2022 04:00 - atualizado 05/08/2022 06:44

Apresentação teatral na Praça Sete
Apresentação inusitada em pleno "centro nervoso" de BH desperta a atenção do público, que transforma o passeio em assentos (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 
 
Quem transitava ontem pelo Quarteirão Todas as Tribos, na Rua Rio de Janeiro, Praça Sete, Região Central de Belo Horizonte, se impressionava com o espetáculo circense “Rádio Varieté”. A apresentação faz parte da abertura do 21º Festival Mundial de Circo, que prossegue até 11 de agosto. O projeto internacional, idealizado em 2001, é apresentado na capital e em outras cidades mineiras. Por conta da pandemia de COVID-19, o festival foi cancelado em 2020 e, ano passado, retomado no formato on-line. A proposta dos próximos dias é fazer toda a programação em praças, ruas e palcos da cidade. 

Idealizadora do evento, Fernanda Vidigal afirma que a expectativa de retorno do evento é grande e a decisão realizá-lo na rua está ligada à pandemia e às características do circo. “A rua era a melhor opção, pois ainda enfrentamos uma pandemia. Além disso, ocupar espaços públicos é próprio do festival, mesmo que tenhamos espetáculos em lona ou teatro. O circo é popular e estar na rua é muito confortável”, contou.

Sintonia

Segundo Fernanda, o intuito do projeto é mostrar um pouco da linguagem circense. “É fazer esse encontro mais próximo com as pessoas, com quem está transitando na rua e não esperava ver um espetáculo. Então, essa ligação com o público é muito importante. Por isso, o festival, sempre, de alguma forma, tem alguma coisa na rua”, completou. 

Francisco Sanches, 10 anos, é uma das crianças da plateia que se divertiu assistindo ao espetáculo de abertura. O garotinho garante ter dado boas risadas e contou a sua parte favorita. “Eu achei muito legal quando eles começaram a tocar música com as canecas e garrafas”, disse.

Já o paulista Ricardo Rodrigues afirma que a inciativa da apresentação de rua é um “respiro”. “Eu já conhecia o festival. Acredito que é muito importante trazer diversão em momentos estratégicos. Precisamos de um alento, refresco e estar numa praça, às 12h, para encontrar o público, é de uma magia fenomenal. Vemos as pessoas saindo dos lugares e parando para saborear o festival. O projeto está de parabéns”, opinou. 

Além do “Rádio Varieté, do Grupo Lamínima, outros três espetáculos de rua da companhia (Luna Parke, Circo Charanga e Reprise), que comemora 25 anos, serão apresentados. “Queríamos presentear a cidade, trazer cultura para praças e parques de Belo Horizonte e propor atividades acessíveis para a população. Todas as apresentações serão gratuitas”, afirmou Fernanda.

Exposição de fotos

Na programação, além das apresentações circenses, o Festival Mundial de Circo conta com a exposição de fotos de edições anteriores. A ação estará disponível durante os espetáculos de rua do Lamínima e retoma a trajetória do evento. “Essa exposição é como um varal, pois imprimimos as fotos em grandes lençóis, com dois metros. Isso irá trazer a história da participação de diversos grupos que passaram pelo festival”, afirmou a idealizadora da ação. 

Outra atividade pensada para o festival é o espetáculo “Mostra de Cena Circense”, que reúne os trabalhos autorais de artistas circenses e do diretor convidado, Ronaldo Aguiar. A ação ocorrerá no Cine Horto, localizado na Rua Pitangui, 3613, amanhã e domingo, às 21h e 19h, respectivamente. 

“Ano passado, na nossa edição on-line, recebemos mais de 700 inscrições de artistas do mundo inteiro. Mas muitos espetáculos não eram peças que dialogavam com audiovisual, sendo somente a filmagem de um número. Então, muitos números bons ficaram de fora e, na edição presencial, resolvemos retomar algumas inscrições de apresentações, que têm recorte do circo contemporâneo. A partir disso, montamos um espetáculo inédito”, afirmou Fernanda. 

Para a idealizadora do festival, a ação é importante, pois, muitas vezes, o artista circense não consegue participar de um espetáculo, mas tem um número apto para ser divulgado. “Seja ele trapezista ou malabarista, nós selecionamos uma diversidade de técnicas circenses e estética. Há artistas mais tradicionais, outros que trabalham com o audiovisual ou tocam algum instrumento, por exemplo. Enfim, é muito legal para eles que, além de serem vistos, podem assistir o trabalho de outro colega”, contou.

* Estagiária sob supervisão do subeditor João Alberto Aguiar

Confira a programação 

Mostra de Cenas Circenses
Local: Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3613, Horto)
Dias e horários: sábado (21h) e domingo (19h)
Ingressos: R$ 20 (Inteira) e R$ 10 (meia). Retiradas no Sympla ou na bilheteria do teatro a partir de 1 hora antes do início do espetáculo (sujeito a lotação do espaço).

Circulação Grupo Lamínima Luna Parke
Local: Praça Duque de Caxias/Santa Tereza 
Classificação etária: Livre
Dia e horário: Hoje, às 19h30 
Gratuito

Circo Charanga
Dia e horário: Domingo, às 11h
Local: Praça Carlos Chagas (Praça da Assembleia)/Santo Agostinho
Classificação etária: Livre
Gratuito 

Reprise
Dia e Horário: 11 de agosto, às 9h 
Local: Parque Municipal 
Classificação etária: Livre
Gratuito com retirada de ingressos no Sympla.

Lançamento de Livro: 
“Domingos Montagner: o Espetáculo Não Para”
Local: Galpão Cine Horto 
Dia e Horário: Sábado, às 19h.


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