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Estado de Minas PONTE INTERDITADA

Ponte na MGC-367, em Diamantina, será liberada em meia pista no dia 25/3

A ponte está interditada desde 22/1, causando sérios prejuízos à economia e aos serviços de saúde dos municípios do alto e médio Jequitinhonha


18/03/2022 15:21 - atualizado 18/03/2022 15:33

Operários debaixo da ponte
Operários a serviço do DER/MG trabalham na recuperação do pilar da ponte de Mendanha, distrito de Diamantina (foto: DER/MG Divulgação)
O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) anunciou, nesta sexta-feira (18/3), que vai liberar parcialmente o tráfego na ponte sobre o Rio Jequitinhonha na MGC-367, em Mendanha, distrito de Diamantina, na próxima sexta-feira (25/3).
 
A liberação, segundo o DER/MG, será em meia pista, no sistema "pare e siga", restrito a veículos leves, ambulâncias e vans escolares, com até 5 toneladas de peso bruto total. Os veículos pesados, como ônibus e caminhões de carga, terão de utilizar o desvio que passa por Bocaiúva e Curvelo.
 
De acordo com o DER/MG, o trabalho emergencial está sendo desenvolvido há mais de 50 dias, “com alto critério técnico e, dada a complexidade do serviço, que exigiu a suspensão do pilar para demolição, consumiu mais tempo de obra do que o previsto inicialmente”.
 
"Além do pilar a ser substituído, será necessário o reforço da fundação em outros dois, integrantes da estrutura da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, que possui 12 pilares e foi afetada pelas fortes chuvas que atingiram a região", informou o DER/MG.
 

Liberação parcial não resolve

Interditada desde 22 de janeiro, a ponte de Mendanha, inaugurada em 1956, é de extrema importância para a logística regional, especialmente para os 34 municípios que utilizam os serviços de saúde prestados em Diamantina.
 
Rosilene Santana, que mora em Araçuaí, disse que tem de percorrer 300 quilômetros, quinzenalmente, para levar o filho de 2 anos para tratamento de fisioterapia em Diamantina. Chegando em Mendanha, ela tem de carregar o filho no colo e atravessar uma passarela de madeira de 80 metros.
 
"Misericórdia, não aguento mais passar nessa passarela com meu filho no colo", disse. Um carro leva mãe e filho até a passarela, e outro carro fica do outro lado para concluir a viagem. Com a liberação da ponte em meia pista, o drama de Rosilene acaba.

Protesto

"Mas isso não vai resolver o problema. E os ônibus? E os caminhões?", protesta a jornalista e blogueira Gilmara Paixão, de Diamantina, que se vestiu de palhaça para fazer uma live, em sua rede social, como forma de protestar, com ironia, contra a demora do DER/MG em liberar o tráfego na ponte.
 
"Nós estamos com um problema que é empurrado com a barriga, por isso me caracterizei de palhaça. E tem um detalhe: a ponte não é o único problema da BR-367. Entre os municípios de Datas e Jacinto, são quase 600 quilômetros de buracos no asfalto e trechos sem pavimentação", disse.
 
Vanda Aparecida da Consolação Rocha, comerciante em São Gonçalo do Rio Preto, usou a mesma expressão dita por Gilmara Paixão para sintetizar o problema gerado pela interdição da ponte de Mendanha.

“Estamos com um problema que está sendo empurrado com a barriga”, disse, lembrando que já foram indicadas várias datas para liberar o tráfego na ponte. E nenhuma foi cumprida, segunda ela.
 
Com isso, o problema causado à economia de São Gonçalo do Rio Preto e municípios vizinhos, segundo Vanda, é grandioso. O custo dos produtos aumentou consideravelmente, tanto para compra, tanto para a venda, por causa do trajeto dos caminhões e ônibus.

Vista de passarela
A passarela de Mendanha é trajeto alternativo para pedestres e motos (desligadas), a caminho de Diamantina (foto: Reprodução/Facebook Gilmara Paixão)
 
Sobre a passagem na passarela de Mendanha, permitida a pedestres ou motos que estejam com o motor desligado, ela disse que “parece coisa de refugiado fugindo da guerra, é um terror ter de passar lá, principalmente para as pessoas idosas”, disse.
 

Trabalho complexo

O DER/MG informou que o trabalho de recuperação da ponte de Mendanha é complexo. Inicialmente, foram realizados estudos que definiram a linha de trabalho a ser adotada, dividida em três etapas:
 
Diagnóstico da situação e definição dos serviços a serem realizados;
Implantação de um sistema de treliças de cada lado da ponte, com o objetivo de distribuir a carga do pilar para o restante da estrutura;
Demolição e retirada da estrutura de concreto que compõe um dos pilares.
 
“As próximas etapas compreendem a instalação de sinalização e de equipamentos de segurança viária, que vão disciplinar o tráfego, impedindo a passagem de veículos pesados”, informou o DER/MG.
 
A partir do dia 25/3, segundo do DER/MG, caminhões de carga e ônibus vão continuar proibidos de passar pela ponte e deverão utilizar como desvio as rodovias que dão acesso a Bocaiúva e Curvelo.
 
Enquanto não ocorre a liberação parcial de tráfego na ponte para veículos leves, permanece em operação o desvio de aproximadamente 70 quilômetros passando pelas vias municipais de Mendanha, Inhaí, Pinheiros, Aroeira e Vila do Biribiri.
 
Nos próximos cinco meses, o DER-MG informou que vai trabalhar na reconstrução do pilar destruído e reforço de fundações, além da conexão à estrutura da ponte, quando então será possível retirar as treliças e promover a liberação total do tráfego nas duas pistas da ponte.


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