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Estado de Minas CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO

Passageiros perdem trabalho em BH com greve de motoristas sem salário

Alguns recorreram a carros de aplicativos e pagaram preços altos pela corrida; ao menos 23 linhas foram suspensas com o movimento de motoristas


24/01/2022 10:35 - atualizado 24/01/2022 11:32

João Sacramento
O passageiro João Sacramento perdeu o dia de trabalho (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
A manhã desta segunda-feira (24/1) começou caótica para os usuários do transporte público de Belo Horizonte, sobretudo aqueles que frequentam as estações Diamante e Barreiro. 

Mais de 20 linhas de ônibus pararam de circular hoje, devido à greve deflagrada por funcionários da TransOeste. A paralisação afeta principalmente passageiros da Região do Barreiro. 

João do Sacramento, de 56 anos, é usuário da linha 30 (Estação Diamante/Centro) e acabou perdendo o dia de trabalho. 

"Cheguei cedo e não passou um ônibus que me atenda. Como já estava atrasado, liguei para os meus patrões e eles disseram que eu não precisava ir mais", conta o porteiro. 

A situação é semelhante à de Davidson Pereira da Silva, de 24 anos. "Fui liberado do serviço. Sem ônibus, não tem como eu chegar", diz o atendente de telemarketing. 

Davidson Pereira
Após horas de espera por um ônibus na Estação Barreiro, Davidson Pereira volta para casa (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Kellen Damares teve que recorrer aos carros de aplicativo para garantir a chegada ao trabalho - e acabou pagando caro. 

"Já tinha gastado R$ 6,30 com um ônibus até a Estação Diamante. Chegando aqui, a segunda linha que eu pego não estava passando. Então eu chamei um Uber e vou pagar R$ 30", relata a assistente administrativa. 

Longas filas se formaram em paradas de ônibus próximas às estações Diamante e Barreiro. Com a suspensão de ao menos 23 linhas, os passageiros tiveram que improvisar viagens em rotas alternativas.

Sem salário

Kellen Damares
Kellen Damares teve que recorrer aos carros de aplicativo para chegar ao trabalho (foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Em contato com o Estado de Minas, os funcionários da TransOeste informaram que cruzaram os braços devido à falta de pagamento de salário e outros benefícios, como as férias.

A empresa alega dificuldades financeiras causadas pela redução do número de usuários ao longo da pandemia e aumento do preço do diesel. 

Procurado pela reportagem, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) disse, por meio de nota, que está em contato com o consórcio Dez para tentar minimizar os impactos da paralisação.

A BHTrans não informou quais providências está tomando para contornar a situação, exceto que mantém agentes nas estações de ônibus para orientar os passageiros sobre opções alternativas de transporte. 


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