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Estado de Minas COVID-19

Fila começa na madrugada

Foi preciso de paciência e tempo nos postos onde se imunizaram contra o vírus as pessoas com doenças pré-existentes. A campanha, por idade, continua amanhã


09/05/2021 04:00 - atualizado 08/05/2021 22:27

Para garantir o imunizante, belo-horizontinos chegaram aos postos antes das 6h e houve quem levasse banquinhos para enfrentar a espera(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Para garantir o imunizante, belo-horizontinos chegaram aos postos antes das 6h e houve quem levasse banquinhos para enfrentar a espera (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Portadores de comorbidades enfrentaram, ontem, longas filas em Belo Horizonte para receber a primeira dose de vacina contra a COVID-19. O dia foi reservado à imunização daquelas pessoas que completarem 57, 58 e 59 anos até o dia 31. No Centro de Saúde Menino Jesus, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul da cidade, o movimento foi intenso desde o começo da manhã.

Houve quem chegasse antes mesmo das 6h para garantir um lugar privilegiado. A imunização começou às 8h.  Após verificar as longas filas que se formaram, a Prefeitura de BH informou que a  campanha continua amanhã com o dobro do número de postos de imunização disponíveis. 

As pessoas com comorbidade que têm entre 55 e 56 anos receberão a primeira dose de vacina em 36 pontos na cidade, em lugar dos 18 abertos ontem. A faixa etária considerada do público-alvo vale para quem se enquadrar até 31 de maio.

Hipertensa, Ângela Diniz não escondeu o alívio e a alegria ao receber a primeira dose de vacina da Pfizer (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Hipertensa, Ângela Diniz não escondeu o alívio e a alegria ao receber a primeira dose de vacina da Pfizer (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Os mais prevenidos levaram, ontem, banquinhos de plástico para enfrentar a espera. Os enfermeiros da Prefeitura de BH ministraram a injeção do imunizante da farmacêutica multinacional Pfizer, produzida em parceria com o laboratório alemão BioNTech. A dose de reforço do imunizante – terceiro tipo utilizado pelo Plano Nacional de Imunização – ocorre cerca de três meses após a primeira aplicação.

Aguardada com muita ansiedade, a imunização emocionou Ângela Diniz, de 57 anos. Hipertensa, ela apresentou o laudo médico que comprova a comorbidade e não escondia a alegria após receber a injeção. “Embora tenha sido só a primeira dose – em 31 de julho tomo a segunda para realmente ser imunizada – é a esperança de vida. É ver um monte de gente que, infelizmente, está falecendo, e a gente vai ter uma chance um pouquinho maior”, disse, ao Estado de Minas.

Ângela Diniz enfatizou o sentimento de gratidão ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos cientistas responsáveis pelos estudos que viabilizaram as vacinas para deter o coronavírus, alívio sentido, da mesma forma, por Cláudia Nankran, de 57. Ela sofreu acidente vascular cerebral (AVC) e tem dificuldades de locomoção desde então – outra comorbidade contemplada por essa fase da campanha de imunização –, por isso, recebeu o imunizante da Pfizer dentro do carro no qual se deslocou ao posto de saúde.

“(A vacina) tranquiliza. A gente espera que seja para todo mundo daqui para frente”, afirmou, em tom esperançoso. Tiveram direito à vacina ontem os cidadãos da faixa etária contemplada que se cadastraram no site da PBH e comprovaram as comorbidades listadas. Quem perdeu o prazo do cadastramento deve esperar a reabertura das inscrições. A nova data de inscrição não foi estabelecida.

Laudos 


Os belo-horizontinos precisam levar, aos postos, o laudo que atesta a comorbidade, além do documento de identificação e comprovante de residência. A prefeitura abriu 18 postos de saúde ontem, com atendimento até às 16h.

Na sexta-feira, foi a vez de se vacinarem diversos grupos prioritários, como os portadores de síndrome de Down com idade entre 18 e 59 anos. Só pode receber o imunizante quem não desenvolveu sintomas da infecção nos últimos 30 dias e não tomou vacina contra qualquer outra doença nas duas semanas anteriores.

A vacina da Pfizer 


O imunizante da Pfizer chegou a Minas Gerais na segunda-feira passada. A remessa destinada ao estado continha 50,3 mil unidades. O imunizante é o que demanda as mais baixas temperaturas para conservação. O acondicionamento exige câmaras frias reguladas de 70°C a 80°C negativos. O governo federal tem contrato que garante ao Brasil o repasse de 100 milhões de doses produzidas pela Pfizer. Embora o Ministério da Saúde informe que o intervalo entre as injeções é de 12 semanas, a fabricante estabelece prazo de 21 dias.

A pasta se baseia no intervalo adotado pelo Reino Unido, que ampliou o prazo com base em estudos de eficácia e segurança do imunizante. A nota técnica aponta 80% de efetividade da vacina na redução do risco de hospitalização no país europeu, com apenas uma dose em idosos com 70 anos ou mais. (Colaborou Cristiane Silva)




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