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Estado de Minas covid-19

Estudo da OMS descarta eficácia do Remdesivir


17/10/2020 04:00

Antiviral usado no combate ao ebola foi adotado no tratamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto: Ulrich Perrey/AFP %u2013 8/4/20)
Antiviral usado no combate ao ebola foi adotado no tratamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto: Ulrich Perrey/AFP %u2013 8/4/20)

Considerado um dos tratamentos mais promissores contra a COVID-19, o antiviral Remdesivir se mostra ineficaz na prevenção da morte por essa doença, informa um estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O medicamento “parece ter pouco ou nenhum efeito sobre os hospitalizados por COVID-19, conforme indicado pelas taxas de mortalidade, início da assistência respiratória, ou tempo de internação hospitalar”, explica o estudo publicado on-line na noite de quinta-feira.

Originalmente destinado ao tratamento do vírus ebola, o Remdesivir fazia parte do coquetel experimental administrado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após contrair o coronavírus no mês passado. É um dos vários medicamentos analisados por este grande estudo com mais de 11.000 pessoas em 30 países.

Os dados, que ainda não foram revisados por outros médicos antes de serem publicados em um jornal científico, parecem contradizer pelo menos dois grandes estudos americanos que mostraram que o Remdesivir pode reduzir o tempo de hospitalização de pacientes com COVID-19.

Os Estados Unidos autorizaram o uso do medicamento em 1º de maio, fabricado pela farmacêutica norte-americana Gilead Sciences. Posteriormente, União Europeia e outros países também autorizaram seu uso.

Pandemia 
Mais de 1,1 milhão de mortes por COVID-19 foram oficialmente contabilizadas no mundo, conforme balanço feito pela AFP com base em fontes oficiais, ontem. Pelo menos 1.100.056 pessoas morreram, de um total de 38.997.267 casos de contágio. Pelo menos um quinto foi registrado nos Estados Unidos, o país mais atingido no mundo, com 217.798 mortos e 7.985.356 contágios. Depois, vêm Brasil, com 152.460 óbitos e 5.169.386 casos; Índia (112.161 mortos, 7.370.468 casos); México (85.285 mortes, 834.910 infecções); e Reino Unido (43.293 óbitos, 673.622 casos).

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 754 novas mortes por COVID-19, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Elevando assim a 153.214 o total de óbitos pela doença no país. De quinta-feira para ontem, foram contabilizados 30.914 casos do novo coronavírus no país, elevando o total de casos confirmados para 5.200.300. Desses, 4.619.560 (88,8%) representam os já recuperados, segundo o ministério, e 427.526 (8,2%) os ainda em acompanhamento. Existem ainda 2.323 mortes em investigação.

Contaminação cai
A taxa de transmissão da COVID-19 em Belo Horizonte voltou a cair. Em uma semana, o Rt, número médio de transmissão por infectado (que mede para quantas pessoas cada infectado transmite a doença) caiu de 1,6 para 0,97 nesta sexta-feira. Isso significa que cada 100 infectados transmitem o vírus para 97 pessoas. A informação foi divulgada em boletim epidemiológico emitido pela prefeitura da capital mineira (PBH). Nessa sexta-feira, a taxa voltou para o nível verde. Na quinta, o índice chegou a casa de 0,98. Apesar do recuo na taxa de transmissão, Belo Horizonte saltou dos 45.437 mil casos confirmados de COVID-19 para 45.720 mil casos, em um intervalo de 24 horas. De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela prefeitura, a capital mineira soma agora 1.398 óbitos pela doença, seis a mais do que apontava o levantamento anterior. Além disso, a Saúde municipal investiga 94 mortes pelo novo coronavírus. Ainda de acordo com o boletim, 35,8% dos leitos de UTI estão ocupados na capital e 30,8% de enfermaria ainda atendem pacientes do novo coronavírus.


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