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Estado de Minas

Quatro menores e um idoso são procurados no Lago de Furnas depois de acidentes

As vítimas são três crianças, um adolescente e um idoso, que se afogaram em pontos diferentes distantes 100 quilômetros um do outro depois de um barco virar e de acidente de natação


postado em 29/12/2019 08:14 / atualizado em 29/12/2019 12:29

Militares se desdobram nas buscas pelos corpos na imensidão do Lago de Furnas(foto: CBMMG)
Militares se desdobram nas buscas pelos corpos na imensidão do Lago de Furnas (foto: CBMMG)
Dois casos de afogamentos envolvendo três crianças, um adolescente e um idoso mobilizam o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais no lago formado pela Represa de Furnas, no Sul de Minas Gerais. As ocorrências são em lugares afastados, nos braços formados pelo Rio Sapucaí e separadas por uma distância de mais de 60 quilômetros, entre Três Pontas e Carmo do Rio Claro.

No primeiro, que já se arrasta por 15 dias, desde o domingo dia 15 de dezembro na localidade de Ilha de João Baroni, em Três Pontas, dois corpos de menores estão sendo procurados por equipes de bombeiros do 4º Pelotão de Varginha e a previsão é de que os trabalhos se prolonguem até a sexta-feira (3), caso necessário.

Era um dia chuvoso e o pescador chamado Francisco foi pescar com seu filho de 17 anos e o seu sobrinho de 11 anos. Os três estavam num barranco que se encontrava muito escorregadio devido à lama formada pela chuva. Num descuido, o sobrinho escorregou pela lama e caiu dentro das águas. O pescador saltou para dentro do braço de rio que forma o lago e conseguiu resgatar o menino, levando-o até a margem. Contudo, o filho dele acabou escorregando ao tentar ajudá-los, fazendo com que os três caíssem nas águas e acabassem sendo levados pela correnteza.

Buscas em Três Pontas já se arrastam por 15 dias. Menores de 11 e de 17 anos estão desaparecidos(foto: CBMMG)
Buscas em Três Pontas já se arrastam por 15 dias. Menores de 11 e de 17 anos estão desaparecidos (foto: CBMMG)
Os três ficaram presos num redemoinho formado pelas fortes correntes, sendo que o pescador foi o único a conseguir escapar da força do vórtice. Os menores não foram mais vistos. Neste mesmo dia os bombeiros iniciaram as buscas com mergulhos em ponto de remansos. Contudo a correnteza forte e a visibilidade abaixo de um palmo impediram a efetividade desse trabalho.

"Os militares, ao mergulhar, tinham mais de se segurar do que efetivamente conseguir se deslocar. A partir do quarto dia, começamos a fazer mais buscas visuais do que o próprio mergulho em si, porque a partir do terceiro dia os corpos boiam. Procuramos odores de decomposição e urubus, mas não conseguimos sinais", disse o tenente Rotondo, do Pelotão de Varginha.

Estão sendo empregados barcos, motos aquáticas e até helicópteros. As buscas, no curso sinuoso, repleto de vegetação, ramos e redes de pesca já se ampliaram por uma distância de 20 quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente. "Muitas vezes os corpos ficam presos sob a vegetação, locas ou galhos submersos, por isso estamos procurando em todos os lugares possíveis. Há parentes ajudando", afirma.

Em Carmo do Rio Claro, as buscas são por uma idosa de 60 anos e duas crianças de 5 e de 8 anos(foto: CBMMG)
Em Carmo do Rio Claro, as buscas são por uma idosa de 60 anos e duas crianças de 5 e de 8 anos (foto: CBMMG)
No segundo caso, um barco a motor se virou na localidade de Rancho Águas Limpas, em Carmo do Rio Claro, na sexta-feira (27). Um idoso de 73 anos se salvou, mas duas mulheres adultas morreram e tiveram seus corpos recuperados na noite de sexta-feira. As buscas são feitas por bombeiros do 1º pelotão de Passos. Ainda se encontram desaparecidos um idoso de 60 anos e duas meninas de 5 e 8 anos. Todas as vítimas são da mesma família.


O local da ocorrência é muito afastado, a mais de 100 quilômetros de Passos, na Altura do do KM484, na Zona Rural, próximo à Pousada Jatobá. Estão empenhados, além dos bombeiros, militares da Marinha  e da Polícia Militar, que recebem o auxílio de parentes e amigos das vítimas em barcos civis, bem como as orientações do sobrevivente.

As vítimas moravam em Franca, no interior de São Paulo. Segundo familiares, os irmãos Sivanete Reis, Celice Barbosa, ambas de idade não informada, e Sebastião Gomes, de 73 anos, juntamente com duas crianças entre três e cinco anos estavam passeando no lago a bordo de um barco de madeira motorizado, quando a embarcação virou. Uma das suspeitas das sobrinhas de Sebastião é que o excesso de peso pode ter provocado a tragédia. Na sexta-feira (27), os corpos de Sivanete e Celice  já tinham sido encontrados.


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