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Estado de Minas

Laudos indicam que homem matou filho com paralisia a facadas em Minas

O homem afirmou à polícia que a criança tinha morrido após uma série de convulsões. Depois disso, o pai contou que abandonou o filho em um matagal. Laudos desmentiram a versão dele


postado em 09/12/2019 13:37 / atualizado em 09/12/2019 18:43

Investigações da Polícia Civil mostraram que a criança foi morta a facadas(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Investigações da Polícia Civil mostraram que a criança foi morta a facadas (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Um caso revoltante e triste que ganha novos detalhes. Laudos antropológicos na ossada do menino  David Lucca Silva Machado, de 1 ano e 9 meses, portador de paralisia cerebral, foi morto a facadas pelo pai. Aislan Souza e Silva, de 29, foi preso pelo homicídio do filho e da companheira, Fiama  Antônia de Freitas Machado, de 25. Os exames mostraram que a criança foi morta a facadas, desmentindo Aislan, que havia informado em depoimento que ela tinha tido uma série de convulsões.

O inquérito do caso já foi concluído pela Polícia Civil. Aislan vai responder por homicídio e ocultação de cadáver. As vítimas estavam desaparecidas desde 9 de setembro deste ano. Fiama teria pegado carona com Aislan em Tombos, na Zona da Mata, com destino a Belo Horizonte. O filho David Lucca teria uma consulta médica na capital.

Durante as investigações, o pai da criança prestou depoimento e, segundo a Polícia Civil, afirmou que a criança tinha morrido por sucessivas convulsões. Depois disso, teria deixado o corpo em um matagal. Porém, os laudos de exames realizados na ossada do menino mostrou que a vítima foi atacada a facadas.

“O laudo aponta para uma reviravolta no caso, indicando que a criança teria sido morta de forma violenta, com facadas. Diferente do depoimento do suspeito que, quando foi preso, no mês passado, alegou que teria deixado o filho desfalecido no matagal, em área rural, às margens da BR-040, supondo estar morto por sucessivas convulsões”, afirmou a Polícia Civil.

Os restos mortais de Fiama foram encontrados carbonizados em Itabira, Região Central do estado. Aislan foi preso preventivamente em 22 de novembro.

Para a delegada Maria Alice Faria, responsável pelo caso, o crime foi planejado.  “A rota utilizada, o transporte irregular de gasolina no interior do veículo e as circunstâncias indicam que esse crime bárbaro foi premeditado”, disse.


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