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Estado de Minas

PBH oficializa eleitos para o Conselho Tutelar; recurso pode ser protocolado a partir de segunda

Candidatos e eleitores criticam pleito pela falta de organização, fraudes e até compra de votos. Em Contagem, eleição já foi cancelada


postado em 11/10/2019 18:16 / atualizado em 11/10/2019 18:49

Votação ocorreu no último domingo e está cercada de polêmicas(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Votação ocorreu no último domingo e está cercada de polêmicas (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

 

A Prefeitura de Belo Horizonte oficializou, nesta sexta-feira (11), a lista dos conselheiros tutelares da cidade eleitos (veja lista ao fim da matéria) por meio de eleição realizada no domingo (6). O mandato é válido para o quadriênio 2020-2023. O salário é de R$ 3.775,13.


Com isso, os candidatos ao posto, que não foram eleitos, poderão apresentar recursos até terça-feira (15). Essas queixas, conforme o edital, podem girar em torno de três aspectos: indeferimento de candidatura; decisão da Comissão Regional Organizadora que julgar procedente pedido de impugnação de candidatura; e o resultado final do processo eleitoral.


No caso de questionamentos quanto ao resultado final do processo – modelo no qual se encaixa as queixas dos candidatos (leia mais abaixo) – o protocolo de recurso precisa ser pessoalmente.


Portanto, o candidato precisa levar o Anexo XIII do edital preenchido e entregá-lo na sede do Conselho Tutelar de BH. O órgão está localizado na Rua Estrela do Sul, 156 – Bairro Santa Tereza, Região Leste da capital mineira.


Reclamações


Entre as denúncias de fontes ouvidas pelo Estado de Minas está a formação de chapas para a eleição. A combinação entre candidatos é proibida pelo edital do Conselho Tutelar.


Outra crítica se concentra no transporte dos eleitores, problema que também aconteceu no pleito de Contagem, na Grande BH. Fontes denunciam que candidatos deslocaram vans para buscar eleitores e levá-los até os locais de votação.


Contudo, a prática também é vedada pelo edital e está entre as fraudes listadas pela prefeitura.


Compra de votos e boca de urna também estão entre as queixas. Eleitores relatam, inclusive, que outras pessoas tentaram convencê-los a mudar de voto instantes antes de contribuírem democraticamente.


“Recebi informações de pessoas que estavam levando pessoas de ônibus. Teve gente também que estava pagando para os outros votarem. No Filadélfia, onde fui votar, tinha um candidato na porta da escola barrando as pessoas e fazendo boca de urna”, disse uma candidata da Região Noroeste de BH, que não quis se identificar.


Outra candidata, essa da Região de Venda Nova, também criticou o pleito. “Nas urnas, o voto não foi secreto. Não teve qualquer sigilo. Teve gente que teve muito apoio político, mesmo com o edital vetando isso”, disse.


O edital veda “vinculação a partido político, grupo religioso ou econômico” por parte dos candidatos. O julgamento pertence ao Conselho Eleitoral do Conselho Tutelar.


Contagem


Deve ser publicada, nos próximos dias, uma nova data para as eleições do Conselho Tutelar de Contagem. O resultado da escolha dos representantes já tinha sido divulgada, mas foram encontradas irregularidades no processo, o que levou o cancelamento.


Foi apurado que houve transporte de eleitores para o local de votação e duplicidade de votos, além diferença entre os nomes que constam na lista de votação e os votos depositados na urna.


As irregularidades foram apuradas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.


“A organização recebeu denúncias de irregularidades variadas. Esses denúncias foram analisadas e um parecer foi dado anteontem. No dia seguinte, a eleição foi anulada por maioria de votos”, explicou Marius Fernando Carvalho, procurador-geral de Contagem.


Segundo ele, a prefeitura apoiou a decisão. “Mesmo com administração municipal não tendo tomado a decisão, como o Conselho é autônomo, o Executivo municipal entende que foi uma decisão acertada sendo que a credibilidade foi afetada. Já tínhamos três ações pedindo a anulação”, afirmou.

 

Outra cidade 

 

Em Oliveira, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, a população também questiona os resultados da eleição de conselheiros tutelares. O pleito também ocorreu no domingo, em respeito ao cronograma nacional.

 

Uma fonte, que não quis se identificar, disse à reportagem que um pedido de cancelamento já foi procolado junto à Procuradoria-Geral da cidade. Reclamantes também protocolaram um questionamento no Conselho Tutelar daquela cidade.

 

As denúncias dão conta de boca de urna no município do interior.  

 

Confira abaixo os eleitos para o Conselho Tutelar de Belo Horizonte:

 

Leste

 

Alida Maria de Jesus Costa

Gabriel Henrique Soares Damaso

Maria Cristina Silva

Carlos Guilherme da Cruz

Mauricio Barbosa Brandao

 

Centro-Sul

 

Juliana Celestino

Dalila Rosane Ramalho da Silva

Luciane Cezarina Silva Ribeiro

Patricia Sueli dos Reis Rezende

Rogerio Rego Silva

 

Nordeste

 

Surya Noara Januario

Sindalva Lopes Gouveia

Cristiane da Silva Borge

Carlos Alberto dos Santos Junior

Luciana Aparecida Silva Fidelis

 

Norte

 

Laurinda Aparecida de Jesus

Ângela Cristina Silva Souza

Rosilda Cardoso da Silva

Vanda Alexandra da Silva

Gabriela Teixeira Amorim

 

Barreiro

 

Priscila Pereira Alves

Luciane Regina da Silva

Kele Christina Nunesde Miranda

Marlise Ely Gonçalves Afonso

Eliana de Souza Pinheiro

 

Pampulha

 

Mônica Maria Neves Santos

Bárbara Cristina R. Pinto

Ivana Idaló Macieira

Alciene Fátima da Silva

Marsalina Feliz dos Santos

 

Noroeste

 

Laura Moreira

Gleiciane Alves da Silva Martins

Rosimeire Pinto da Silva

Danielle Lucia da Costa Silva

Lenimara Salomão Alves Rocha

 

Venda Nova

 

Marina de Freitas Rodrigues Andrade

Geralda Regina Ribeiro de Souza

Berenice Ferreira de Lima

Angela de Oliveira Gonçalves de Melo

Miriam Rosa Marcelino Gonçalves

 

Oeste

 

Maxwell Aparecido Miguel Junior

Vanessa Cristina de Jesus

Felipe Zimmerman Bezerra Francisco

Marco Aurelio Dias

Denise Regina Dias Paiva 


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