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Estado de Minas

Mateus Simões pede desculpas por empurrão, mas Gilson Reis pretende acionar Justiça

Vereadores se desentenderam na noite dessa quarta-feira, em reunião extraordinária


postado em 10/10/2019 18:52 / atualizado em 10/10/2019 18:51

Mateus Simões (Novo) e Gilson Reis (PCdoB) durante reunião na Câmara de BH(foto: Karoline Barreto/CMBH)
Mateus Simões (Novo) e Gilson Reis (PCdoB) durante reunião na Câmara de BH (foto: Karoline Barreto/CMBH)
A confusão entre vereadores que aconteceu na noite dessa quarta-feira, durante reunião extraordinária na Câmara Municipal de Belo Horizonte, pode ganhar novos capítulos nos próximos dias. Isso porque Gilson Reis (PCdoB) pretende acionar a Justiça contra Mateus Simões (Novo) por conta de um empurrão sofrido pelo parlamentar do Novo.

O fato ocorreu durante votação do Projeto de Lei 274/17, apelidado de “escola sem partido”. O texto está em obstrução na Câmara 12 dias pela bancada de esquerda. Gilson Reis explicou o que aconteceu e disse que vai avançar no tema.

“Nada justifica violência. Estamos em um espaço democrático, uma Câmara onde que a questão central é a briga das ideias, onde podemos fazer discursos. Mateus tem as opiniões dele, eu as minhas, mas partir para violência? Nunca ocorreu aqui esse tipo de coisa, do que eu tenho notícia. Vou tomar medidas, já fui à polícia, fiz exame corpo de delito hoje (quinta-feira) no Instituto Médico Legal (IML) e vou tomar as providências, pois não podemos permitir que coisas desse tipo ocorram”, disse, ao Estado de Minas.

Gilson alegou também que Simões “tentava inviabilizar uma fala da vereadora Bella Gonçalves (Psol). Fui conversar com ele, e ele me empurrou”. O parlamentar do Partido Novo fez mea-culpa, pediu desculpas em plenário, mas rebateu as acusações do colega.

“O Gilson veio gritando comigo com dedo em riste, na hora que ele chega me dá um encontrão, eu dou uma balançada e, obviamente olhando agora, tenho uma reação inadequada. Devia ter tomado o encontrão e deixado para lá. Acabei me irritando e empurrei o vereador. Mas, se ele entrar com medida disciplinar contra mim, ele será punido, pois o regimento é claro, a provocação partiu dele, o presidente da sessão (Henrique Braga - PSDB) até gravou um vídeo dizendo que viu o vereador gritando e me empurrando”, defendeu-se Simões.
 

Obstrução


12 dias, a bancada da esquerda da Câmara está em obstrução para evitar que o projeto da "escola sem partido" seja votado. O texto, de autoria da bancada religiosa, tem 21 assinaturas, mas, devido as manobras regimentais, não tem conseguido ser apreciado em primeiro turno.

Para atrasar a votação da proposição, parlamentares de esquerda apresentaram dezenas de requerimentos que pedem votação destacada de trechos do projeto, votação em bloco de destaques e a votação desses requerimentos por meio de processo nominal, uma vez que, segundo o Regimento Interno, a deliberação das solicitações dar-se-ia por votação simbólica.

Outra estratégia é recorrer das decisões da Mesa Diretora, encaminhar votações acerca dos recursos e ocupar o microfone todas as vezes que for possível. Os instrumentos utilizados pela oposição para obstruir a votação constam do Regimento Interno da Câmara e costumam ser usados quando um conjunto minoritário de vereadores é contrário a alguma proposição da pauta do plenário


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