Publicidade

Estado de Minas

Famílias de crianças que teriam sido abusadas em colégio de BH prestam depoimento

Elas estão sendo ouvidas na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca/Dopcad)


postado em 08/10/2019 15:57 / atualizado em 08/10/2019 16:06

Denúncias dão conta que os supostos abusos aconteceram dentro do colégio(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Denúncias dão conta que os supostos abusos aconteceram dentro do colégio (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Famílias de alunos do Colégio Magnum - Cidade Nova, no Bairro Nova Floresta, Região Nordeste de Belo Horizonte, prestam depoimento à Polícia Civil, nesta terça-feira, sobre denúncias de abuso infantil por um funcionário da escola.

Elas estão sendo ouvidas na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca/Dopcad), no Bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de BH.

O advogado da escola também acompanha as oitivas. A Polícia Civil investiga o abuso de duas crianças de 3 anos.  O homem apontado como suspeito é um estagiário de educação física, afastado do emprego. Uma das famílias chegou no carro da Polícia Civil.

O caso

Ao menos dois casos de abusos estão sendo investigados. A segunda denúncia levada à polícia no domingo à noite e relatada durante reunião de pais, nessa segunda-feira de manhã, convocada em caráter de emergência. A nova suspeita envolve, assim como no primeiro caso, uma criança de 3 anos.

A escola informou que já marcou atendimento com a família, além de ter colocado um psicólogo à disposição da comunidade escolar. A reunião de segunda-feira foi interrompida depois que uma mãe passou mal. O homem apontado como suspeito é um estagiário de educação física, que foi afastado da escola. A primeira suspeita veio à tona no fim de semana. Durante o encontro dos pais com representantes da escola, foi relatado que o suposto envolvido não levava as crianças ao banheiro. As crianças eram acompanhadas por uma assistente.

Medidas

A escola pôs à disposição dos pais e dos alunos o atendimento da coordenação pedagógica, paralelamente ao serviço de psicologia, por meio de agendamentos individualizados. Informou ainda que todo o sistema de segurança eletrônica passará por revisão e que a entrada de todos os banheiros terá monitoramento por câmeras.

Além disso, cada banheiro da escola terá uma pessoa responsável pela fiscalização, mas todas as crianças da educação infantil continuarão a ser acompanhadas por uma monitora, que permanecerá no local com a fiscal de banheiro, até que a criança seja acompanhada no retorno para a sala. Por meio de nota, o colégio disse que toda a equipe “passa por criterioso processo de seleção e teste psicológico, por treinamento de integração para alinhamento de princípios e conduta, além de capacitação profissional continuada”.


Publicidade