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Estado de Minas

Cardiologista que vendia atestado a menos de R$ 20 é preso no Centro de BH

Doutor com registro cassado também realizava consultas e dava aulas em prédio na Avenida Amazonas


postado em 12/09/2019 14:15 / atualizado em 12/09/2019 15:45

Cardiologista cobrava entre R$ 18 e R$ 20 por atestado(foto: PMMG/Divulgação)
Cardiologista cobrava entre R$ 18 e R$ 20 por atestado (foto: PMMG/Divulgação)

Um médico foi preso nesta quinta-feira por exercício ilegal da profissão no Centro de Belo Horizonte. Mesmo com o registro cassado, o médico realizava consultas, dava aulas em cursos e ainda vendia atestados médicos por menos de R$ 20.

Os militares da 6ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar atenderam a ocorrência após denúncia anônima de que o homem estaria praticando a medicina ilegalmente, usando o registro profissional de outros médicos.

O falso consultório funcionava no Edifício Dantês, na Avenida Amazonas, nº 491, próximo à Praça Sete de Setembro. Chegando ao local, os policiais encontraram carimbos com nomes e registros aleatórios que seriam usados para carimbar atestados. O documento era vendido por valores entre R$ 18 e R$ 20.

Ele foi preso e levado para prestar depoimento em delegacia. O médico, W. E. A., de 70 anos, era cardiologista. Ele foi inscrito no Conselho Federal de Medicina em 1981.

Através de nota enviada por sua assessoria de imprensa, o Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que o médico teve o registro cassado por infringir dois artigos do Código de Ética Médica: Art. 64. Agenciar, aliciar ou desviar, por qualquer meio, para clínica particular ou instituições de qualquer natureza, paciente atendido pelo sistema público de saúde ou dele utilizar-se para a execução de procedimentos médicos em sua clínica privada, como forma de obter vantagens pessoais. Art 93. Ser perito ou auditor do próprio paciente, de pessoa de sua família ou de qualquer outra com a qual tenha relações capazes de influir em seu trabalho ou de empresa em que atue ou tenha atuado. 
  
* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira. 


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