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Estado de Minas

Suspeito de assassinar mãe e filho em BH será ouvido pela Justiça nesta sexta

Paulo Henrique da Rocha será ouvido no Fórum Lafayette pelo porte de uma pistola de fabricação israelense no momento da prisão


postado em 02/08/2019 10:28 / atualizado em 02/08/2019 10:33

Paulo Henrique foi preso próximo ao Fórum Lafayette em 31 de julho(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Paulo Henrique foi preso próximo ao Fórum Lafayette em 31 de julho (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)


Será ouvido nesta sexta-feira no Fórum Lafayette, no Barro Preto, em Belo Horizonte, o microempresário Paulo Henrique da Rocha, de 33 anos, preso por suspeita dos assassinatos da ex-mulher, Tereza Cristina Peres de Almeida, de 44 anos, e o filho dela, Gabriel Peres Mendes de Paula, de 22. Eles foram mortos a tiros no meio da rua chegavam em casa no Bairro Ipiranga, Região Nordeste da capital, na noite de 29 de julho. 

Segundo a assessoria de imprensa do Fórum, trata-se e uma audiência da fase de custódia. O depoimento previsto para a tarde não vai abordar os assassinatos, mas o porte de arma. Ao ser preso na região do Barro Preto no dia 31, perto da sede da primeira instância judicial da capital, ele estava com uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação israelense

Na mesma tarde em que Paulo Henrique foi preso, Tereza e Gabriel eram sepultados no Cemitério da Paz, Região Norte de Belo Horizonte. Amigos levaram um balão em formato de coração como forma de demonstrar o amor à família. “Gabriel, te amamos” foi a mensagem que subiu ao céu com aplausos e dizeres de “vai com Deus”. À beira do caixão e cheia de tristeza, a mãe de Tereza deixou um recado. “Falem todos os dias que vocês amam seus familiares. Porque quando eles vão embora só fica o vazio. Ela sempre dizia pra mim: “Mamãe, eu te amo”, era a coisa que eu mais gostava de ouvir”, disse Maria Solange Peres de Oliveira.

Mãe e filho foram assassinados por volta das 22h, próximo à Avenida Bernardo Vasconcelos, no Bairro Ipiranga, Região Nordeste de BH. Eles tinham acabado de sair de uma academia quando foram surpreendidos e baleados. Imagens de uma câmera de segurança da região mostram o momento em que o assassino atira contra as vítimas. Ele usava uma blusa escura de capuz e fugiu em um veículo sedã preto. Tereza foi atingida por quatro tiros – três no peito e um na cabeça. Já o filho dela morreu com um tiro no ouvido. 

Logo depois que Paulo foi preso, o advogado dele, Leonardo Mouro, afirmou que o cliente tem problemas psiquiátricos e deve se manter no direito de ficar calado nos depoimentos. “Ele, por enquanto, não vai falar sobre o mérito. Mesmo porque ele tem alguns problemas psiquiátricos. Estava em tratamento desde o início do ano, fazendo uso de medicamentos psicotrópicos. O laudo está sendo encaminhado para o inquérito”, comentou no dia 31. 

Por outro lado, a Polícia Civil indica que o crime foi planejado. Sabedor da rotina da ex-mulher, o microempresário a aguardou por horas próximo a academia localizada na Avenida Bernardo Vasconcelos. Quando ela se aproximou, na companhia do filho, matou Gabriel com um tiro na cabeça, e, em seguida, Tereza com vários tiros. 

“Ele chegou cinco horas antes ao local do crime. O autor estava na esquina esperando as vítimas se aproximarem. Quando isso aconteceu, executou friamente”, disse a delegada Ingrid Estevam em coletiva de imprensa horas depois da prisão. Segundo a delegada, a premeditação já vinha ocorrendo há um tempo, pois Paulo estava vendendo alguns pertences na Internet. “O que demonstra que ele planejou o crime e planejava uma fuga, até mesmo para outro estado, é a venda de móveis, televisão, eletrodomésticos, todas pelas redes sociais. Ele estava anunciando tudo e vendendo há um bom tempo. Então, planejou tudo, compareceu ao local, porque sabia da rotina da vítima”, comentou. 

(Com informações de Elian Guimarães, João Henrique do Vale e Déborah Lima)

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