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Estado de Minas

Moradores de comunidade de BH resgatam a autoestima

As famílias do Morro das Pedras participaram de oficinas de beleza, dança, percussão e jogos, além de recreação e entretenimento para as crianças.


postado em 28/07/2019 06:00 / atualizado em 28/07/2019 08:05

A voluntária Ketlen (E) faz demonstração de técnica de maquiagem durante as atividades no Morro das Pedras(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
A voluntária Ketlen (E) faz demonstração de técnica de maquiagem durante as atividades no Morro das Pedras (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Moradores da comunidade do Morro das Pedras, na Região Oeste de Belo Horizonte, participaram na manhã de sábado, na Escola Municipal Hugo Werneck, de uma série de atividades promovidas com o propósito de melhorar a autoestima dos moradores. Foram oficinas de beleza, dança, percussão e jogos, além de recreação e entretenimento para as crianças.

Atendendo a uma demanda da comunidade, mais de 70 mulheres participaram de uma oficina de beleza, com instrutores de automaquiagem, uso de lenços, cachecóis e acessórios, oferecida por voluntários. Ketlem Henrique da Silva, de 14 anos, uma das voluntárias, ajudava as demais mulheres em suas próprias maquiagens. “O que mais me chama a atenção é a oportunidade de aprendizagem.

A médica ginecologista, incentivadora e conselheira do Instituto Unimed – que promoveu o evento – Lidiane Magalhães Lemos auxiliou o empresário Bruno Montolli, fundador da startup Panapana, na execução de canteiros e plantio de hortaliças em terreno cedido pela escola. As mudas foram colocadas em caixas (canteiros móveis) e também no solo. “Aqui aprendemos o plantio utilizando o mínimo espaço necessário para desenvolvimento da planta. A intenção é que os alunos assumam os cuidados com a horta e a produção possa ser utilizada na merenda escolar, além de ensinar as técnicas à comunidade”, disse a médica.

“Viemos reconectar os colaboradores com o movimento de hortas urbanas. As populações das cidades não têm acesso a alimentos orgânicos, inclusive por serem muito caros. Nosso movimento tem a intenção de aproximar as pessoas dos espaços de produção daquilo que comem”, detalhou Bruno. Segundo o empreendedor, a agricultura controlada gasta um hectare para produzir o mesmo que os métodos tradicionais em 320 hectares. “Além do tempo reduzido para colheita de quatro meses para oito dias, a irrigação é de 10% em relação aos espaços tradicionais”.

De acordo com a gerente Alessandra Peixoto, há 16 anos, o instituto , que conta com mais de 5 mil colaboradores, entre médicos (4.700), funcionários e comunidade, promove ações de fomento à cidadania junto às comunidades no entorno das unidades de assistência. Ontem, elas foram destinadas aos moradores do Morro das Pedras, vizinhos da Maternidade Unimed e demandadas “por eles mesmos”. Antes das oficinas práticas, as mulheres ouviram palestra sobre saúde feminina. A entidade oferece ainda, permanentemente, aulas de balé clássico, dança de rua e percussão para 270 alunos da unidade de ensino, no contraturno da educação regular.

O professor de danças urbanas Marlon de Castro Freitas, que trabalha na Hugo Werneck há 10 anos, conta com 38 alunos, entre crianças e adolescentes. “São aulas lúdicas, com músicas de estilos diversos, mas principalmente o hip-hop”. Alunas de Marlon, Nycole Oliveira e Letícia Ferreira, de 11 anos, disseram que as oficinas ajudam na prática de exercícios e na socialização dos alunos. “Ninguém falta”, brincam.

A dona de casa Raquel Fernandes Romualdo participa há pelo menos três anos das atividades do instituto na escola e leva os quatro filhos. “Tratamos de assuntos importantes como a saúde da mulher, aprendemos coisas que nos ajudam a nos sentir melhor numa comunidade tão maltratada, encontramos e fazemos amizades e é tudo muito interessante”. Raquel tem uma filha, de 8 anos, com paralisia cerebral e cadeirante. Gabriela Fernandes participa das turmas de percussão. “Fico impressionada como ela vem evoluindo tanto no quesito de coordenação motora quanto na comunicação e socialização”.

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