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Estado de Minas

Laboratório para fabricação de ecstasy é encontrado em apartamento na Região Centro-Sul de BH

Fabricação de droga sintética em Belo Horizonte é vista como novidade pelas autoridades. Os entorpecentes eram encomendados pelos usuários via WhatsApp


postado em 10/06/2019 15:42 / atualizado em 10/06/2019 18:14

Um jovem de 26 anos foi preso sob suspeita de manter um laboratório para produção de droga sintética em apartamento no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. É a primeira vez que a Polícia Civil de Minas Gerais prende um produtor local de ecstasy, droga que geralmente circula no país trazida ilegalmente de países europeus. Os entorpecentes eram vendidos sob encomenda em BH, a partir de pedidos feitos pelos usuários via WhatsApp.

“Há mais de um ano, o departamento de combate a drogas sintéticas detectou uma droga chama Justiceiro, – referência ao personagem da Marvel –, que era vendida em festas com grande quantidade de jovens”, diz o delegado responsável pela investigação, Gabriel Gonçalves de Jesus. Segundo a Polícia Civil, outros traficantes já foram presos por vender a droga com a marca Justiceiro, o que motivou a investigação à procura do produtor.

O jovem fabricava a droga dentro de seu apartamento, onde morava com a companheira, na Avenida Augusto de Lima. Ao ser preso, o suspeito tentou se desfazer do entorpecente jogando-o no vaso sanitário, mas o material foi recuperado pelos investigadores.

As investigações apontam que ele vendia pequenas quantidades apenas para pessoas de confiança. Grandes quantidades eram comercializadas para outros traficantes que fomentavam o tráfico em todo o estado de Minas Gerais. O valor variava de R$ 10 a R$ 20 por comprimido. Estima-se que o jovem lucrava R$ 50 mil por mês.

"Ele comprava uma massa que, geralmente, vem na cor branca e adquiria o MDMA – substância psicotrópica – de outros países, que chegava de forma líquida por meio de garrafa de champanhe ou potes de shampoo. Ele misturava as duas substâncias, escolhia a cor e colocava a marca", explicou.

O delegado disse que, até então, as apreensões de ecstasy vinham sendo feitas apenas em aeroportos, já que o traficante adquiria o comprimido pronto. A fabricação em Belo Horizonte é novidade para as autoridades. "O traficante muda a estratégia para burlar nossas técnicas de investigação, assim como nós mudamos segundo o modo operante deles. Eles estão com dificuldade de entrar com os comprimidos pelo aeroporto e tiveram a ideia de trazer na forma líquida", disse.

Durante ação policial, foram apreendidas unidades de ecstasy, além de insumos e instrumentos utilizados pelo suspeito para produção de drogas.


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