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Estado de Minas

Assassino de Paracatu tenta se matar no hospital, diz Polícia Civil

Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, fez um corte no próprio pescoço com um bisturi e foi contido por agentes, disse delegada responsável pelo caso


postado em 23/05/2019 16:28 / atualizado em 23/05/2019 17:07

Hospital onde Rudson está internado: quadro estável(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Hospital onde Rudson está internado: quadro estável (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Na manhã desta quinta-feira (23/5), o autor do massacre de Paracatu (MG), Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, tentou tirar a própria vida, segundo disse ao Estado de Minas a delegada responsável pelo caso, Thays Regina Silva, da 2ª Delegacia Regional da cidade. Por volta das 6h50, o segurança teria feito três corte no próprio pescoço com um bisturi. 

Agentes da Polícia Civil que faziam a escolta dele no Hospital Municipal de Paracatu o contiveram e impediram que ele desferisse mais golpes contra si mesmo. Após a tentativa, Rudson recebeu pronto atendimento e foi medicado. O autor do massacre perdeu muito sangue e precisou passar por procedimento de transfusão sanguínea. Segundo informações da equipe médica, o estado de saúde dele é estável e ele não corre risco de morte. 

De acordo com o hospital, a instituição e a Polícia Civil estão apurando as circunstâncias da tentativa de suicídio, uma vez que o homem estava algemado e preso na maca do quarto e não teria acesso fácil ao bisturi. 

Na noite de terça-feira, em um intervalo de menos de 15 minutos, ele aterrorizou Paracatu, ao assassinar a ex-namorada e três fiéis reunidos em uma igreja evangélica da cidade. 

Heloísa Vieira Andrade, 59, havia namorado com Rudson por cerca de sete meses. Ela foi a primeira a ser morta. A vítima estava em uma casa da família de Rudson, orando ao lado da mãe e da irmã do homicida, quando recebeu um golpe de canivete no pescoço, e morreu no sofá da sala de estar do imóvel.

Antônio Rama, 67; Marilene Martins de Melo Neves, 52; e Rosângela Albernaz, 50, foram assassinadas na Igreja Batista Shalom, que fica a três quadras de distância da casa da família de Rudson. Ele arrancou uma barra de ferro do portão da igreja para invadir o templo e usou uma garrucha de calibre 36 para atirar nas vítimas. Só foi contido após ser alvejado por policiais militares.

Motivação
O homem agiu, de acordo com suspeitas da Polícia Civil local, movido pela fúria contra o pastor do templo, Evandro Rama, 37, que havia afastado Rudson da igreja há cerca de dois meses. O pastor, inclusive, era o alvo inicial do assassino, mas conseguiu escapar da morte pulando um muro da igreja. Revoltado com a fuga, Rudson abriu fogo contra os fiéis. Antônio, uma das vítimas, era o pai de Evandro.

As investigações estão a cargo da 2ª Delegacia Regional de Paracatu, que ainda não interrogou Rudson. Ele pode ser enquadrado por quatro homicídios, qualificados por motivo fútil, e uma tentativa de homicídio. A hipótese de feminicídio não está descartada.
 
"Há vários pontos a serem esclarecidos com relação à motivação que podem revelar novos aspectos do crime. Até o fim desta semana, nós iremos interrogá-lo. O inquérito tem prazo legal de 10 dias para ser concluído. Depois de ser liberado do hospital, ele será encaminhado ao presídio e permanecerá à disposição da Justiça", explicou a delegada Thays Regina Silva.

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