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Estado de Minas

Corpos das vítimas de Paracatu são velados e serão enterrados ainda nesta quarta

O corpo da ex-namorada do assassino será sepultado na Região do Triângulo; atirador sofreu cirurgia e deverá prestar depoimento ainda no hospital


postado em 22/05/2019 10:26 / atualizado em 22/05/2019 10:41

Imagem de câmera de segurança mostra momento em que atirador entra na igreja(foto: Frame/Youtube)
Imagem de câmera de segurança mostra momento em que atirador entra na igreja (foto: Frame/Youtube)

Em clima de muita tristeza e comoção, começaram na manhã desta quarta-feira os velórios das quatro pessoas assassinadas nessa terça-feira (21) em Paracatu, na região Noroeste de Minas.

Após esfaquear a ex-namorada na casa da mãe dele, o autor dos homicídios entrou em uma igreja evangélica e disparou vários tiros de arma de fogo contra fiéis.

O autor, Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, que teve a ação violenta interrompida ao ser atingido a tiros pela Polícia Militar (PM) segue internado, em estado grave, no Hospital Municipal de Paracatu, onde passou por cirurgia. O hospital foi cercado pela PM na noite passada, depois que populares tentaram invadir a instituição. O autor dos crimes deve ser ouvido pela Polícia Civil no próprio hospital.

O corpo da ex-namorada do atirador, Heloisa Vieira Andrade, de 59, foi encaminhado para o velório e   sepultamento em Uberlândia, no Triângulo, onde moram parentes dela.

Os corpos das outras três vítimas são velados em Paracatu: Antônio Rama, de 67, na Funerária São Pedro; Marilene Martins de Melo Neves, de 52, e Rosângela Albernaz, de 50, na Funerária São João. Eles deverão ser sepultados no final da tarde desta quarta.

A tragédia aconteceu na Igreja Batista Shalom, situada no Bairro Bela Vista. Segundo a Polícia Militar (PM), o assassino foi até a casa da mãe dele, onde também estavam a irmã e a ex-namorada dele. Lá, desferiu uma facada no pescoço de Heloísa.

Em seguida, o atirador correu para o templo onde efetuou os disparos, usando uma garrucha calibre 36 caom capacidade para um tiro. Inicialmente, ele matou dois idosos com tiros na cabeça, sendo um deles Antonio Rama, pai do pastor Evandro Rama, que celebrava o culto no momento do ato.
Instantes depois, pegou outra mulher como refém. A Polícia Militar (PM) chegou ao local da ocorrência e, neste momento, tentou negociar. Contudo, Rudson matou a refém.
 Os policiais militares então atiraram na clavícula do criminoso.

O pastor da igreja, Evandro Rama, fraturou um dos pés quando tentava fugir do local. 

De acordo com o porta-voz da Polícia Militar, major Flávio Santiago, policiais que estavam em patrulha próximo ao local evitaram um massacre maior. “Temos a informação de que ainda havia 20 pessoas no local e ele estava com mais seis cartuchos intactas, se a PM não tivesse chegado a tempo, a situação seria muito pior”, disse.

Em depoimento ao Estado de Minas, um militar que frequenta a igreja informou que, esporadicamente, Rudson também assistia aos cultos no templo.

Segundo a PM, ele já teve problemas com drogas e teria deixado a igreja por esse motivo. Conforme relatos de moradores de Paracatu, Rudson reclamava de ouvir vozes. “Tudo indica que foi um surto (psicótico)”, afirmou o tenente-coronel Luiz Magalhães, do 45ª Batalhão de Polícia Militar de Paracatu.

 

*Estagiário sob supervisão do editor Benny Cohen

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